DATA DE PUBLICAÇÃO: 05/09/2019
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Igreja da Amazônia brasileira estuda documento sinodal de trabalho do Sínodo

Foto: Luiz Estumano.
 
Dia 28 de agosto o Encontro de Estudos do Documento de Trabalho do Sínodo começou com a presença de cerca de 120 pessoas, dentre elas os bispos das 56 dioceses e prelazias da Amazônia brasileira e lideranças, leigas, leigos, religiosos e padres, no Centro de Espiritualidade Monte Tabor, da Arquidiocese de Belém. A pauta foi o estudo do Documento de Trabalho, a partilha das experiências das escutas e da caminhada do processo sinodal nas dioceses e prelazias da Amazônia. Ao final, os participantes emitiram  carta aberta à sociedade, pedindo sintonia e oração pelo Sínodo da Amazônia que ocorrerá de 6 a 27 de outubro no  Vaticano.

Procissão orante com a imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré juntou os participantes do encontro no momento que uma corda recordou a preparação em Belém para o Círio de Nazaré, e a recitação da oração pelo Sínodo para a Amazônia que será realizado em outubro no Vaticano.

A sessão de abertura reuniu o Cardeal Cláudio Hummes, presidente da REPAM, da Comissão Episcopal para Amazônia (CEA), e relator do Sínodo; Dom Walmor de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém; Dom Bernardo Balmann, Bispo da Diocese de Óbidos e presidente do Regional Norte 2 da CNBB; Dom Davi Martinez de Aguirre Guiné, Bispo de Puerto Maldonado (Peru), e padre Michael Czerny, subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados para o Serviço de Desenvolvimento Integral Humano, nomeados secretários do Sínodo para a Amazônia; Cristiane Murray, da secretaria do Sínodo e vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé e o pastor Inácio Lemke, presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

Padre Oscar Beozzo sintetizou a história dos Sínodos na Igreja. Padre Zenildo Lima, de Manaus, e Joaquim Alberto, especialista de Pastoralidade da União Brasileira de Educação Católica (UBEC), apresentaram o caminho das escutas sinodais e alguns resultados do processo que culminou na elaboração do Instrumentum Laboris. Depois, Dom Mario Antônio, Bispo de Roraima e segundo vice-presidente da CNBB, e Monsenhor Raimundo Possidônio, de Belém, apresentaram a primeira parte do documento de trabalho e encaminharam um trabalho grupal.

Estudo e reflexões ressaltaram algumas questões relacionadas à primeira parte do documento sinodal. Em sessão plenária, os grupos partilharam as principais questões debatidas,  algumas lideranças fizeram alguns apontamentos destacando os pontos importantes refletidos merecedores da atenção dos padres sinodais.

Roma - Dom Cláudio Hummes informou que outros encontros como o de Belém ocorrem nos outros países pan-amazônicos. “Estamos estudando o Documento de Trabalho, na verdade é um texto ainda, apenas como um instrumento para se trabalhar, que vai sendo modificado aos poucos, e que depois, no próprio Sínodo, sairá um outro texto”, explicou.

Dom Neri José Tondello, Bispo de Juína, disse que encontros como o do Brasil, na reta final da preparação para o Sínodo, ajudam na tomada de consciência da responsabilidade dos padres sinodais. “Essa etapa é fundamental, nos ajuda a visualizar daqui para frente os passos, o método do próprio Sínodo, em Roma".

“O importante desse encontro é que há possibilidade de as vozes da Amazônia serem escutadas pelos padres sinodais e, acolherem em seus corações as propostas, os clamores e os desafios relatados por essas vozes”, afirmou Dorismeire Vasconcelos, liderança leiga do Xingu, uma das representantes do Regional Norte 2 no encontro.

Dom Walmor de Azevedo, presidente da CNBB, também estará no Sínodo, em Roma. Em Belém, ele afirmou que a voz dos bispos e das Igrejas que estão na Amazônia, são a voz da CNBB. "A Conferência contribuirá na comunicação   uma vez que os resultados do Sínodo são para toda a Igreja do Brasil e do mundo".
O encontro ocorreu de 28 a 30 de agosto passado, organizado pela Comissão Episcopal Especial para a Amazônia (CEA) da CNBB e pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM). Brasil.
 



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