DATA DE PUBLICAÇÃO: 05/04/2017
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UFPA concede título de Doutor Honoris Causa a Dom José Luiz Azcona

 
Defensor dos direitos humanos, principalmente na luta contra o tráfico de pessoas e exploração sexual de menores, e de uma sociedade fundamentada na justiça social, Dom José Luiz Azcona Hermoso receberá da Universidade Federal do Pará (UFPA) a outorga do título de Doutor Honoris Causa. A concessão da honraria foi aprovada em reunião extraordinária do Conselho Universitário (Consun), realizada nesta quinta-feira, dia 30 de março, na sala da Secretaria Geral dos Conselhos Superiores Deliberativos, no prédio da Reitoria, Campus Belém.
 
Considerado o mais alto dos graus universitários, o título é concedido a personalidades que se destacaram pelo saber ou pela atuação em prol das Artes, das Ciências, da Filosofia, das Letras ou do melhor entendimento entre os povos.
 
Dom José Luiz Azcona Hermoso vem desenvolvendo uma forte atuação no combate ao tráfico humano na região do Marajó. Já fez denúncias de várias ações criminosas, como o tráfico de armas, o narcotráfico, a exploração sexual de menores e o tráfico de mulheres que saem da região para a Guiana Francesa e para a Europa. A luta do bispo emérito também está voltada contra a devastação ambiental e a pesca predatória na região. Por sua atuação no combate a esses crimes, Dom Luiz Ascona sofre constantes ameaças de morte pelos chamados “barões do tráfico humano”.
 
Vocação religiosa – Dom Luiz Azcona nasceu no dia 28 de março de 1940, na cidade de Pamplona, na Espanha. Filho de Martin Azcona e Esperança Hermoso, manifestou, ainda muito cedo, a vocação religiosa, ingressando aos dez anos de idade no seminário da cidade de São Sebastião (Espanha). Lá estudou o ensino médio e cursou Filosofia. Na cidade de Granada, também na Espanha, estudou Teologia e foi ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1963, em Roma, Itália. Em 1965, concluiu o doutorado em Teologia Moral, na Universidade Lateranense de Roma, no Instituto de Teologia Moral dos Redentoristas (Alfonsiano).
 
O religioso foi, também, capelão de imigrantes espanhóis na Alemanha (1966-1970), professor de Teologia Moral e Espiritualidade, em Monachil, Granada (1971-1975), prior provincial da Província de Santo Tomás de Vila Nova (1975-1981), vice-mestre dos noviços no Deserto da Candelária, Colômbia (1982), mestre de noviços em Los Negrales, Madrid (1983), além de experiência de vida contemplativa em Úrcal, Almeria-Espanha (1984), para, finalmente, em 1985 vir à missão religioso-catequista no Arquipélago do Marajó, no Brasil. Em 25 de fevereiro de 1987, foi nomeado bispo pelo papa João Paulo II e assumiu a prelazia do Marajó, em 12 de abril do mesmo ano.
 
 
 

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