DATA DE PUBLICAÇÃO: 21/02/2018
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Igreja Católica na China acolheu quase 50 mil batizados em 2017

     ROMA - A Faith Cultural Society (Sociedade Cultural da Fé) informou que em 2017 houve aproximadamente 50 mil novos batizados na China.

     A agência vaticana Fides divulgou esta informação fornecida por Faith Cultural Society, que explicou que o número de 48.556 novos batizados poderia não ser exato porque as estatísticas “não estão completas”, devido à falta de dados sobre as comunidades católicas que vivem nas áreas rurais mais remotas.

     Entretanto, ressaltou que o número de novos católicos em um país controlado pelo regime comunista “reflete a vitalidade e o dinamismo missionário de uma comunidade que vive a sua fé em plenitude”.

     Segundo a informação recebida por Fides, na cidade de Hebei, considerada o “reduto do catolicismo chinês”, é onde foi registrado o maior número de batizados em 2017. Há 11.899 novos católicos nesta região.

     Além disso, a comunidade de Xing Tai recebeu 3.645 batizados, enquanto na Diocese de Han Dan houve 3.059. A distante comunidade da província de Hai Nan conta agora com 38 novos batizados.

     Na administração autônoma de Xin Jiang, onde vive um grande número de muçulmanos, foram registrados 66 batismos, enquanto na cidade de Ning Xia houve 128 e outros 54 batismos em Qing Hai.

     A pequena comunidade católica no Tibete, de maioria budista, recebeu 11 novos católicos.

     Na Diocese de Pequim foram batizadas 1.099 pessoas.
       De acordo com Faith Cultural Society, “apesar desses números alentadores e do grande compromisso missionário das comunidades locais em toda a China, sempre devemos nos sentir chamados a renovar o nosso compromisso missionário. A evangelização na China é um caminho longo e difícil de percorrer”.
Foto referencial: Alan Holdren (ACI Prensa)
 
     Esses números, continuou a instituição, constituem “um convite e um chamado porque devemos fortalecer a nossa fé e sempre avançar em nosso caminho a Cristo”.

     A sociedade cultural acrescentou que os dados também são uma maneira de “ver o crescimento da Igreja e do trabalho de evangelização realizado por Cristo”.

     Ao concluir, a organização encorajou todas as comunidades a melhorar e a manter em ordem os seus arquivos paroquiais a fim de poder oferecer dados corretos e mostrar claramente a história da sua comunidade, “mas também a de toda a Igreja na China”.

     As estatísticas sobre os novos católicos no país asiático foram divulgados quando o Vaticano e a China estariam negociando um possível acordo sobre a nomeação de bispos católicos.

     Embora o tema tenha diversas vozes a favor, o possível acordo também recebeu grandes críticas, como as do Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Bispo Emérito de Hong Kong.

     Em uma entrevista concedida no último dia 9 de fevereiro à CNA – agência em inglês do Grupo ACI –, o diretor de ‘Asia News’, Pe. Bernardo Cervellera, explicou os prós e contras do possível acordo; assim como a necessidade de uma maior liberdade religiosa na China, país no qual ele tem um trabalho jornalístico diário muito intenso.

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