DATA DE PUBLICAÇÃO: 15/02/2019
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Você conhece a Igreja de Belém?

Foto: Luiz Estumano
 
Durante os 300 anos de existência da Diocese de Belém ocorreram várias transformações até hoje, ano de 2019. Ao longo desse percurso, vários sacerdotes e bispos contribuíram, de forma direta ou indireta, para o crescimento da ação evangelizadora na Amazônia.
 
Nesta segunda matéria da série “300 anos – Diocese de Belém” vamos conhecer os bispos que já passaram pela Arquidiocese de Belém e as suas contribuições.
 
Como já sabemos, a Diocese de Santa Maria Belém foi criada em 04 de março de 1719  pela bula “Copiosus in Misericordiae” e Dom Frei Bartolomeu do Pilar foi o primeiro bispo da Diocese (1724 a 1733) e, em sua primeira visita pastoral, percebeu a necessidade da criação de mais uma paróquia para junto com a de Nossa Senhora da Graça suprir as necessidades pastorais da comunidade que estava se expandido.
 
Durante o tempo que permaneceu como Bispo, a Paróquia de Sant’Ana da Campina foi instalada em Belém, tendo a Igreja Nossa Senhora Rosário dos Homens Pretos como Matriz.
 
Seguindo o percurso histórico tivemos como segundo bispo, Dom Frei Guilherme de São José, no período de 1739 a 1748.  E Dom Frei Miguel de Bulhões (1749-1760) como o terceiro. Também passaram pela diocese, os bispos Dom Frei João de São José e Queiroz e Dom Frei João Evangelista Pereira.
 
O sexto bispo da Diocese de Belém foi Dom Frei Caetano Brandão, que permaneceu de 1783 a 1789, responsável pela criação do Hospital Bom Jesus dos Pobres.
 
Dom Manuel de Almeida de Carvalho (1794 a 1818) e Dom Romualdo de Souza Coelho (1821 a1841) e Dom José Afonso de Moraes Torres (1844 a 1858) também passaram pela Diocese como o sétimo, oitavo e nono bispos respectivamente. Em 1860 iniciou o bispado de Dom Antônio de Macedo Costa e durou até 1890. Em sua gestão, o bispo criou a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro (Basílica Santuário de Nazaré) em 1865, a quinta paróquia da diocese.
 
O 11º Bispo foi Dom Jerônimo Tomé da Silva (1891-1893). Em 1895 assumiu seu sucessor, Dom Antônio Manuel de Castilho Brandão permanecendo até 1901 e Dom Francisco do Rego Maia foi o 13º e último bispo enquanto Diocese.
 
Elevação à Arquidiocese
 
Em 1º de maio de 1906, a Diocese de Belém foi elevada à Arquidiocese e sede metropolitana de pela Bula “Sempiternum humani generis”, do Papa São Pio X. Nesta nova etapa, Dom José Marcondes Homem de Melo (1906) foi o primeiro arcebispo da recém criada arquidiocese, mas renunciou pouco tempo depois devido ao naufrágio e perda de seu amigo, Dom José de Camargo, bispo de São Paulo.
 
Em 1907, Dom Santino Maria da Silva Coutinho tornou-se o segundo Arcebispo de Belém, permanecendo até 1923. Em sua gestão criou a Paróquia de São José de Queluz, a primeira após a elevação.
 
O arcebispo Dom João Irineu Jofly (1924-1931) foi o terceiro e Dom Antônio de Almeida Lustosa (1932-1941),
Dom Jaime de Barros Câmara e Dom Mário de Miranda Villas-Boas (1944 -1956) lideraram a Arquidiocese na sequência. Todos estes citados contribuíram para o desenvolvimento da igreja de Belém com a criação de paróquias.
 
Dom Alberto Gaudêncio Ramos esteve à frente da Arquidiocese de Belém entre os anos de 1957 a 1990 como o sétimo bispo. Ele construiu 25 paróquias, a primeira a de  Nossa Senhora do Ó, no distrito de Mosqueiro, em 1958. Ficou conhecido como o segundo arcebispo que mais construiu paróquias.
O ano de 1980 foi marcado pela nomeação de Dom Vicente Joaquim Zico como Arcebispo Coadjutor de Belém pelo então Papa João Paulo II e em 1990 ele se tornou o oitavo arcebispo de Belém, permanecendo até o ano de 2004.
 
Dom Vicente contou com o auxílio de Dom Frei Tadeu Henrique Prost e Dom Carlo Verzeletti como bispos auxiliares. Em seu bispado, ele criou seis paróquias e instalou mais quatro.
 
No ano de 2002, Dom Vicente Zico pediu renúncia, como recomenda o Vaticano para o sacerdote que atinge os 75 anos de idade. Dom Vicente recebeu a resposta em 2004, tornando-se Arcebispo Emérito de Belém até 2015, ano de seu falecimento.
 
Em 2004, Dom Orani João Tempesta chegava para se tornar o nono arcebispo. Durante seus cinco anos de gestão, ele criou sete paróquias, dentre elas, a de Nossa Senhora da Conceição, em Mosqueiro.
 
Dom Alberto Taveira Corrêa é o décimo e atual Arcebispo de Belém. Iniciou sua gestão em 2010 e conta com o ajuda dos bispos auxiliares Dom Irineu Roman, nomeado em 2014 e Dom Antônio de Assis Ribeiro, nomeado em 2016. Até o momento, Dom Alberto já criou 30 paróquias, dentre elas, a de Santa Maria Mãe de Deus. É o Arcebispo que mais criou paróquias.
 
Atualmente, a Arquidiocese de Belém está distribuída em sete regiões episcopais, 89 paróquias com 245 sacerdotes e 153 diáconos. Ainda estão previstas a criação de mais uma paróquia, a oitava região episcopal e mais duas áreas missionárias.
 
 

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