DATA DE PUBLICAÇÃO: 11/10/2019
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Manto de Nossa Senhora é conhecido pelos fiéis em Belém

Foto: Elyvane Barbosa
 
Na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré foi apresentado o manto da padroeira da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré, durante Santa Missa, na quinta-feira, 10. A celebração eucarística foi presidida pelo cônego Vladian Alves da Silva, reitor do Seminário São Pio X, e concelebrada pelo clero da Arquidiocese de Belém e auxiliada pelos diáconos. A cerimônia reuniu centenas de devotos, que aguardavam a apresentação oficial.

Ao iniciar a Santa Missa o cônego Vladian da Silva, transmitiu a saudação do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, assim como a bênção a todos os fiéis. O cônego agradeceu a presença de todos, até os que acompanhavam pelos veículos de comunicação. Em seguida, os fiéis, participaram da cerimônia com alegria e entusiasmo.

Em sua homilia, destacou a Rainha da Amazônia. “Ao chamarmos de Rainha da Amazônia e verdadeiramente é, mas em que sentindo? É Rainha porque foi associada aqui na terra de no céu de modo único ao seu filho que Ela carregou em seus braços. Maria é a mãe da Igreja é a sua realeza. Se a chamamos de Rainha da Amazônia, porque a sua realeza deriva da sua maternidade, Ela é mãe do Senhor, do Rei dos Reis, profetizado em Isaías. E todos nós, peregrinando nesta terra fixamos o olhar nela, mas o olhar que nós indica Jesus”, disse.

Frisou ainda: “Todos os anos é feito o manto novo, preparado com muito carinho e arte para  esta festa. Pensando assim, dentro de tantas vias que nós conduzem, meios que nos conduzem a Deus e que pode ser auxilio para o encontro Dele, temos a beleza da arte. Muitas vezes uma escultura de um quadro, de uma poesia como nos cantos a Maria, como o ‘Vós sois o Lírio Mimoso’, ou uma intima emoção. Este ícone tão caro para nós, como o manto, é o sentimento de alegria que refloresce  nesse tempo”.

As luzes do interior da Basílica Santuário foram apagadas para a apresentação. As atenções se voltaram para a porta de entrada da Basílica, e peregrina surgiu com o manto. A imagem peregrina foi conduzida pelo corredor central da Basílica, aclamada pelos fiéis e seu manto já era tocado pelos fiéis. No altar, a Mãe da Igreja, foi apresentada aos fiéis pelo cônego Vladian.

O manto que irá adornar a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré para as 12 romarias do Círio 2019 foi desenhado pela designer portuguesa Celeste Heitmann e confeccionado pela estilista paraense Kátia Novelino.

Confira o descritivo do manto que adornará a Imagem Peregrina durante as Procissões do Círio 2019, escrito pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa:

A feliz veneração em honra à Mãe de Deus na Igreja contemporânea, à luz das reflexões sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não poderia esquecer aquela figura de Mulher (Cf. Gl 4,4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e com ele Mãe da Igreja. A Mãe, que estava junto à cruz (cf. Jo 19, 25), aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificados no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial. Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (Cf. At 1, 14). Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, “Mãe da Igreja”. São Paulo VI, no dia 21 de Novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria “Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, e estabeleceu que “com este título seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão”. Sua celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos. (Cf. Decreto sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja).

O desejo é que esta celebração, agora para toda a Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem. Estes são os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a contemplar no silêncio” (Cardeal Sarah).

No manto de Nossa Senhora de Nazaré de 2019, a figura de Maria, Mãe da Igreja se expressa de modo simples e belo. Ele homenageia o Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia e os trezentos anos de criação da Diocese de Belém, hoje Arquidiocese. A samaumeira, dado o seu significado de árvore da vida para os povos originários de nossa Região Amazônica, rainha das outras árvores, nos remete à vida que circula entre nós. Na flor, a delicadeza de Maria, na árvore, a fortaleza, virtude vivida por Maria aos pés da Cruz. O broche do manto de 2019 traz a homenagem aos trezentos anos da Diocese de Belém, com a Igreja Mãe, a Catedral, sobre um barco.

A todos os irmãos e irmãs deixo a minha bênção e o pedido de orações pela realização do Sínodo para a Pan-Amazônia.


Acesse aqui e reveja a Santa Missa e Apresentação do Manto. Em nossa página você confere detalhes do manto.
 

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