Ao visitar o país devastado por um terremoto, Dom Alberto Taveira Corrêa vê a urgência da fraternidade
O resultado do encontro anual da Fundação Populorum Progressio consolida-se com o financiamento de 203 projetos sociais em 20 países da América Latina e do Caribe. Dois deste total são da Cáritas Metropolitana de Belém (Camebe). O encontro, que aconteceu na República Dominicana, também foi marcado pela visita ao país vizinho, o Haiti, que desde janeiro deste ano sofre com a tragédia deixada pelo terremoto que vitimou cerca de 250 mil pessoas. O Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, membro do conselho administrativo da instituição, trouxe de lá sua impressão de um país arrasado, mas cheio de fé.
Segundo Dom Alberto, a presença da Igreja Católica está sendo fundamental para os haitianos, mas ainda há muito a fazer. "É preciso continuar a ajudar a este povo que ainda estão na fase emergencial. Eles não têm onde morar, não há trabalho. Mesmo recebendo inúmeras ajudas a situação é crítica".
A reunião da fundação começou no dia 20. A visita ao Haiti aconteceu no dia 22, quando a delegação de sacerdotes de diferentes países conheceu acampamentos de desabrigados administrados pela Igreja Católica.
Dom Alberto visitou a Catedral e o seminário da capital Porto Príncipe, que ficaram destruídos. No local, viviam mais de 200 pessoas. No dia do terremoto, sete seminaristas e um padre morreram. Segundo Dom Alberto, para o reitor do seminário, apesar das perdas foi um milagre ter morrido um número tão pequeno de pessoas. "É uma cidade inteira em escombros, destruída, visitei também um campo de acolhimento de desabrigados com 45 mil pessoas, e é apenas um dos campos. Este é administrado em parte pela Cáritas Americana, que cuida da parte do abrigo e da alimentação". |