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  ANO XCVI N° 423
Edição de DE 10 DE SETEMBRO A 16 DE SETEMBRO DE 2010  

Diários de padre
 

O dia 19 de julho foi diferente para os nove padres recém-ordenados na Arquidiocese de Belém. A data marcou o aniversário de um mês da ordenação sacerdotal dos novos padres. Logo após os primeiros 30 dias de sacerdócio, os novos presbíteros poderão, agora, celebrar pela primeira vez outra data muito especial: o Dia do Padre, em 4 de agosto. E nada melhor do que comemorar vivendo intensamente a missão por eles escolhida. Todos estão envolvidos em diversas atividades e atuam com firmeza em muitas paróquias. Alguns já aguardam novas missões, sempre com a disponibilidade de servir a Cristo, por meio da Igreja em Belém. Mas, depois de um mês, onde estão os novos padres? Em quais paróquias ou atividades eles podem ser encontrados? Para onde irão nos próximos meses? Para conseguir as respostas a Voz de Nazaré conversou com os novos sacerdotes da Arquidiocese de Belém e descobriu que o mistério e a beleza do sacerdócio estão sendo vividos dia após dia por cada um deles.

Padre Rangel Bentes
"O povo da paróquia fala  que estou mais seguro"

É auxiliar do padre Moacir Robledo na paróquia de São Miguel Arcanjo, na Cremação. "O padre pediu que eu assumisse os trabalhos, então estou atuando sem parar. São celebrações, batizados, muitas visitas nas comunidades, unção dos enfermos". Na paróquia, padre Rangel presta assessoria aos grupos de Catequese e Pastoral da Juventude. "O povo da paróquia fala que estou mais seguro. Percebo que o aprendizado que tive na teoria, retorna com mais força porque estou, agora, na prática. E hoje, as pessoas até falam que é bem melhor do que no início (risos)". Padre Rangel já parte no final do mês de setembro para uma nova missão. Ele foi chamado para assumir a Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus, no Tenoné.

Padre Lindomar Pinheiro
"Faz um mês que somos padres e já assumimos responsabilidades"

Trabalha no Seminário Menor Arquidiocesano Dom Tadeu Proust e auxilia nas formações dos seminaristas. Como o Seminário fica na mesma área da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, padre Lindomar trabalha na paróquia e auxilia o padre José Luiz Alves, ao lado do padre Rafael Brito, também recém-ordenado. "Percebemos como passou rápido. Faz um mês que somos padres e já assumimos várias responsabilidades. Tudo é uma confirmação daquilo que estávamos almejando, que é servir a Igreja", diz. No mês de agosto, padre Lindomar assume sua nova missão. Ele será o novo reitor do Seminário Menor, no lugar do padre José Luiz Alves, que assumirá a vice-reitoria do Seminário Maior São Pio X.

Padre José Luiz Sobral
"Uma vez, no ônibus, me pediram para eu dar bênção"

É reitor do Instituto Mãe da Divina Providência (Movimento Providentino). Padre Sobral já atuou no instituto como Prefeito de Disciplina e como administrador e agora continua o seu trabalho na gestão do seminário e no acompanhamento dos seminaristas. O padre também auxilia a Paróquia de Nossa Senhora das Graças, em Ananindeua. Sobre o sacerdócio, ele ressalta que é uma sensação extraordinária. "Você sente a experiência na própria vida em poder gerar vidas.

Quando presido celebrações, ou até mesmo quando assisto, sinto essa capacidade, a partir do sacramento da vida de Deus, a Eucaristia, e também no Batismo, no Matrimônio, na Reconciliação, na Unção dos Enfermos. É possível sentir esse poder, não de dominar, de mandar, mas de dar a vida às pessoas, ser o sinal e a expressão da presença de Cristo". Padre Sobral lembra que agora como sacerdote pode ajudar ainda mais. "Antes era mais restrito, mas agora, uma vez, no ônibus, me pediram para eu dar a bênção (risos). Estou recebendo mais do que doando pelo agir de Deus em mim".

Padre João Paulo Celestino
"Estamos formando um grupo de catequistas para a Crisma"

É vigário paroquial na Paróquia da Transfiguração do Senhor, no Curuçambá, em Ananindeua, e ajuda o padre Silvio Trindade na administração da Paróquia. Ainda seminarista, padre João Paulo já trabalhava na comunidade, mas agora lembra que as responsabilidades aumentaram. "Agora, as tarefas são partilhadas. Como padre posso ajudar mais o padre Silvio nas celebrações, mais do que eu fazia antes". Sobre este primeiro mês como sacerdote, o vigário paroquial conta que cada vez se sente mais responsável pelo seu modo de vestir, de falar, de se comportar, lembrando sempre da missão do padre. O presbítero atua também no grupo de jovens da paróquia e ressalta que nos próximos meses pretende reestruturar o trabalho da Catequese. "Estamos formando um grupo de catequistas para a Crisma para começar no próximo ano. Já estamos fazendo as formações e convocando a comunidade", conta.

Padre Rafael Brito (à esq.)
"É um povo muito bom. Podemos realizar bons trabalhos"

Trabalha como vigário na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Ananindeua. Como a paróquia ainda não tem casa paroquial, ele está morando no Seminário Menor, onde auxilia no trabalho com os seminaristas. Em agosto, assumirá como pároco do Sagrado Coração. Os planos para o segundo semestre são dar continuidade ao trabalho do atual pároco, padre José Luiz Alves. "A prioridade é a construção da Igreja", conta padre Rafael. O sacerdote já está envolvido com os preparativos para o 3º Retiro das Santas Missões Populares, em preparação para a Semana Missionária que acontece em novembro na Paróquia. Padre Rafael lembra que a participação da comunidade é intensa. "As pessoas são muito participativas, muito animadas, há vários grupos, inclusive de Teatro e de Música. É um povo muito bom. Podemos realizar bons trabalhos".                                   

Padre Ivan Conceição (à dir.)
"O povo ajuda muito a compreender essa grandeza de ser padre"

Ele trabalha como vigário na Paróquia de Santo Afonso Maria Ligório, na Pratinha, onde já ajudava há um ano como diácono, auxiliando padre Djalma Lopes. Padre Ivan é do Movimento Providentino e logo após a ordenação sacerdotal foi chamado a assumir a direção da Casa do Providentino. Em julho, padre Ivan conta que assumiu mais ainda o trabalho na paróquia, em função de uma viagem do padre Djalma, apesar de já atuar antes. "Estou reunindo com a comunidade já em preparação para a festividade do nosso padroeiro que começa no dia 1º de agosto", conta. O padre lembra ainda que durante este mês vive o fervor da ordenação e que a comunidade é muito importante neste processo. "O povo ajuda muito a compreender essa grandeza de ser padre. Depois da ordenação é diferente, mas celebrando a missa, na presença viva de Cristo na Eucaristia, é possível perceber a missão e o povo que era amigo antes, depois de ordenado padre ficou mais meu amigo ainda".

Padre Antônio Luiz Oliveira
"O padre pode estar próximo, é um pai, um amigo, um irmão"

É auxiliar do padre Luiz Fernando na igreja de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas, no Outeiro. Em 2009, quando saiu do Seminário, começou a missão nas ilhas e por lá continuou. "Aqui temos uma relação familiar, o padre pode estar próximo, é um pai, um amigo, um irmão, que vem diante das pessoas. Essa relação estreita dá uma compreensão maior do que é o ministério", conta padre Antônio Luiz. O sacerdote revela ainda que o trabalho está voltado para o que será uma grande novidade para as Ilhas, a criação de uma paróquia. "Neste primeiro semestre, estamos no processo de pró-paróquia. Acreditamos que em dezembro já teremos a nossa paróquia, a igreja matriz será a de São Francisco de Assis. Estamos resolvendo questões burocráticas e outras de estrutura, como uma casa para o padre". Apesar dessa grande missão, padre Antônio Luiz já recebeu uma nova proposta. Em setembro, ele irá para o distrito de Mosqueiro, onde será vigário na Paróquia de Nossa Senhora do Ó.

Padre Edvaldo Amaral (à dir.)
"O padre se santifica sempre que exerce o seu ministério"

Há um mês atua na Paróquia de São Lucas Evangelista, no Guajará I, em Ananindeua. Trabalha como vigário paroquial e auxilia padre Antônio Garcia nas atividades. "Este mês (julho) tudo está mais calmo por causa das férias, mas já faço confissões, missas, batizados". Padre Edvaldo deve continuar como vigário de São Lucas e lembra que com a vivência como padre é possível tomar consciência da missão, do peso, da grandeza e da beleza de ser padre. "Costumo dizer que o padre se santifica sempre que exerce o seu ministério, estou me sentindo realizado, cada vez mais inspirado, este mês foi todo de graça", revela. Para os próximos meses, ele conta que pretende continuar a se aperfeiçoar nos conhecimentos e no auxílio ao padre Garcia.

Padre Agostinho Cruz
"Eles respeitam o sacerdote, isso tem me dado muita força"

É vigário cooperador da Catedral Metropolitana de Belém, auxiliando o cura da Sé, padre José Gonçalo, que está afastado para tratar da saúde. Padre Agostinho fica à frente das atividades na Catedral até o mês de outubro. Após esse primeiro mês exercendo o sacerdócio, ele lembra que sua missão foi sentida desde o dia da ordenação. "Desde o primeiro dia já me sinto padre, no dia seguinte à ordenação eu já estava atendendo confissões, não teve como não 'cair a ficha', já estava envolvido pelo ministério", explica. O padre já trabalhava desde os tempos de seminarista na Catedral e reforça que o acolhimento da comunidade sempre foi muito bom. "Eles respeitam a figura do sacerdote, isso tem me dado muita força na caminhada, todas as atividades são correspondidas. Está sendo muito bom". Atualmente os esforços na Catedral estão voltados para a Festividade de Santa Maria de Belém, de 29 de agosto a 30 de setembro. Padre Agostinho já está se reunindo com os coordenadores dos setores responsáveis para organizar a Festa da Padroeira.  

 
Fonte: Fundação Nazaré                  Voltar à página inicial...

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