É necessário que nós, Leigos, saibamos corresponder à coragem de nossos Bispos.

JOSÉ PEREIRA RAMOS joseulina@oi.com.br
Vai iniciar-se mais uma Campanha da Fraternidade, como um novo brado contra a Violência que está atemorizando as nossas cidades. E violência é o assunto de todos os jornais, quer nos noticiários dos crimes que diariamente relatam, quer nas providências de contenção anunciadas. Reuniões, substituições, portarias. Novos veículos, novos policiais, até importados. A preocupação parece aumentar com a aproximação do grande encontro social que anuncia ter muitos participantes estrangeiros.
Mas, o povo como está? Qual será o motivo de tantos jovens se jogarem na vida do crime? Muitos desmotivados por estarem aprisionados no vício de drogas. Muitos, sem trabalho, seguindo o exemplo do excesso de publicidade dos crimes. Muitos outros sem trabalho por falta da qualificação. É grande a falta de escolas públicas de qualidade. Gasta-se mais dinheiros com as campanhas políticas do que com a educação e a saúde. Em fim, um acúmulo de fatores negativos que encheriam a página inteira só para mencioná-los e que não poderão ser solucionados em curto prazo.
Este o motivo pelo qual almejo que esta campanha deixe raízes firmes na busca de soluções duradouras, soluções que não estão depositadas em atividades policiais, mas, em especial na educação e na preservação da família, no respeito à vida e aos Mandamentos de Deus.
Não podemos ficar à espera apenas de ações de caráter oficial. Que esta Campanha estimule a sociedade a fazer alguma coisa. Que cada um de nós faça a sua parte. Há poucos dias uma amiga me perguntava. O que podemos fazer?
Há alguns anos fizeram essa pergunta a Dom Cristiano Pena, falecido Bispo de Divinópolis, MG. Vi sua resposta num pequeno livro, que passo a transcrever: “Existe aqui no Hospital Madre Teresa, uma religiosa, Irmã Clotilde, que sofreu um desastre de automóvel ficando sem qualquer movimento da cintura para baixo. Vive sempre na cama ou na cadeira de rodas. Apesar dessa deficiência, faz um apostolado belíssimo. Os acompanhantes dos enfermos a procuram sempre, é uma presença constante na ala. Faz catequese, prepara jovens para a primeira comunhão e a crisma, orienta namorados e noivos, ajuda a resolver problemas de famílias, pelo telefone colocado à sua cabeceira, consola muita gente angustiada. Sua vida é um serviço contínuo aos irmãos, constitui uma benção para esta cidade. Sempre alegre, irradia a todo o momento paz e serenidade. Irmã Clotilde é imensamente feliz, realizando a sua missão.”
Diante deste exemplo, paremos um pouquinho e pensemos. Agradecendo a Jesus a saúde de que dispomos e nunca digamos que não podemos fazer nada.
Não podemos deixar de defender a Vida, em todos os sentidos. Nosso Arcebispo Dom Orani, mais uma vez, corajosamente contestou um Ministro e defendeu o direito à vida. O pronunciamento de Dom Azcona na CPI da Pedofilia foi contundente. É necessário que nós, Leigos, saibamos corresponder á coragem de nossos Bispos.
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