No dia da Conversão de São Paulo, Igreja recebe mais um sacerdote. O diácono Marcos Talon se prepara para desafios na Amazônia
Foto: Luiz Estumano
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| Emoção - Diácono Marcos Paulo Talon de Oliveira escolheu a Amazônia para realizar sua missão |
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No próximo dia 25 a Igreja recebe mais um sacerdote. Dessa vez é o diácono Marcos Paulo Talon de Oliveira que será ordenado pelo Arcebispo de Belém, Dom Orani João Tempesta no dia da Conversão de São Paulo, às 8h na paróquia de São Domingos de Gusmão no bairro da Terra Firme.
Desde a infância quando celebrou a primeira comunhão sentiu o desejo de seguir uma vida dedicada a Deus. Aos 15 entrou para o seminário, e hoje com 31 anos está prestes a realizar um sonho. “É com muita alegria e agradecimento a Deus que recebo esta graça, mesmo com o sentimento de pequenês diante de tantos desafios que o sistema neo-liberal, o acelerado processo de urbanização e a própria realidade amazônica impõem”.
O diácono nasceu em Niterói no Estado do Rio de Janeiro, e realizou a maior parte de sua formação presbiteral pela diocese de Nova Friburgo. Há seis anos, por opção, está na região Amazônica. Conheceu a prelazia de São Félix do Araguaia no Mato Grosso e trabalhou no interior do Estado durante quase três anos, quando atuou junto às comunidades ribeirinhas da diocese de Ponta de Pedras na Ilha do Marajó. No ano passado, realizou ainda, uma experiência de missão “ad gentes” na diocese de Caiena, na Guyana Francesa. Na arquidiocese, esteve na paróquia de Santa Rita de Cássia na Cidade Nova V e atualmente exerce seu ministério diaconal na paróquia de São Domingos de Gusmão.
O interesse pela região amazônica surgiu quando ainda estudava filosofia, após o contato com revistas, livros e filmes que contavam o testemunho de muitos missionários que deixavam suas terras. Segundo o futuro padre ele chegou a Amazônia com “o desejo de partilhar da vida, da cultura e da caminhada dos povos deste chão e contribuir para que cada vez mais pessoas se aproximem de Cristo e de seu Evangelho, vivam a Fé cristã em comunidade, experienciem o Mistério de Deus na Liturgia e se comprometam com as lutas pela vida, a justiça e a libertação”, diz.
A missa de ordenação deve contar com presença de padres e leigos de outras regiões do país inclusive do irmão do diácono Marcos, que já é padre. |