Evento é sempre realizado dias antes do inicio do Fórum Social Mundial
Foto: Luiz Estumano
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| Estudo - Fé e Amazônia serão os principais temas discutidos no Fórum |
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Desde o dia 21 teólogos, pesquisadores de fenômenos religiosos, lideranças religiosas, universitários ligados a ciências humanas e ciências da religião discutem as possibilidades para a construção de um outro mundo por meio da fé. De acordo com um dos coordenadores do evento, Saulo Baptista, doutor em Ciência da Religião, o Fórum Mundial de Teologia e Libertação, que acontece no Centur, ultrapassou os dois últimos eventos em participação e superou a expectativa inicial contando com 926 participantes. “Ultrapassamos o número de participação dos anteriores, temos 926 pessoas participando nas conferencias pela manhã, nas oficinas pela tarde e na programação cultural à noite. Há também uma programação paralela, o Café Teológico”, disse Saulo Baptista.
Sempre realizado um pouco antes do Fórum Social Mundial, o Fórum Mundial de Teologia e Libertação começou na noite do dia 21 com uma celebração mística e segue até o dia 25. O objetivo do Fórum é unir as pessoas que acreditam que a espiritualidade pode construir um outro mundo possível. A Amazônia também é foco no evento. As oficinas envolvem a questão amazônica: violência, degradação ambiental, raças e etnias, exclusão social, por exemplo. No último dia do Fórum, dia 25, estará sendo realizada a Conferência sobre a Amazônia.
A fé e a Amazônia, inclusive estão no meio dos principais debates do evento. Para o Padre Luís Pinto Azevedo, do Instituto Pastoral Regional, a fé ajuda em todo os sentidos, imprime um rumo, uma direção e sem ela não se pode vislumbrar qualquer realidade possível. “A proposta de um outro possível é Dele, de Deus. A fé nos diz que a presença Dele é que nos guia e nos ilumina a um novo mundo possível. Esse fórum tem como tema a água, a terra e a teologia, portanto se encaixa na perspectiva de se rever a vida no planeta, desde a Amazônia, por isso a fé tem a ver com o futuro da Terra”, disse o padre, descrevendo ainda o evento como um encontro macroecumênico levando uma importante contribuição para o Fórum Social Mundial. “Eu diria que um dos pontos deste evento é contribuir com a própria reflexão do FSM para um outro mundo possível, pois sabemos que só podemos fazer algo por meio Daquele que faz o impossível”, conclui. |