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Semana do Círio
Dom Vicente Zico
Arcebispo de Belém
A cidade de Belém começa a viver hoje uma semana, entre todas particularmente importante. É a semana do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Os romeiros e peregrinos dirigem-se, de todo o Pará, para a sua capital. Numero incontável de devotos vem prestar sua homenagem à Santíssima Virgem, visitar sua bonita Basílica, fazer aí a sua reconciliação, os seus votos, cumprir religiosamente as promessas que fizeram.
Ao mesmo tempo, turistas e curiosos, de todo o Brasil e mesmo de fora, aqui aparecem numerosos, trazidos pelo desejo de conhecer a maior festa religiosa do País e dela também participar.
Tem tido cada vez mais espaço na mídia a procissão fluvial nas águas da baía de Guajará, o espetáculo de várias promoções de caráter folclórico, que o nosso Estado e a cidade de Belém apresentam nestes dias, a beleza da trasladação noturna da imagem de Nossa Senhora para a Catedral e finalmente a procissão do Círio, na manhã do segundo domingo de outubro. Sejam, pois, todos bem-vindos a Belém!
No brilho e no esplendor destes dias, é possível que muita gente - talvez a maioria dos romeiros - desconheça o que vem acontecendo no decorrer de todo um mês de preparação da festa. No final de agosto, há, na Basílica de Nazaré, a missa do mandato, na qual o Arcebispo celebra o ?envio? das famílias e do povo em geral, para o anúncio e celebração da graça de ?mais um Círio?.
À luz do lema e do tema escolhidos, muitos grupos de famílias, com uma pequenina imagem em procissão, se organizam e se reúnem diariamente, cada noite, numa casa, rezando, cantando e refletindo juntas, orientadas pelo ?livro de peregrinações?. Considero essas peregrinações a parte mais importante e consistente do Círio de Belém, e deposito nesse mês a esperança de melhores frutos de sua celebração.
Costumo apelar, neste período, para todos os padres de Belém, diocesanos e religiosos, pedindo-lhes a caridade de se prestarem a vir ajudar os padres da Basílica, no atendimento das confissões dos fiéis. São tantas as pessoas que vêm para a festa e desejam confessar-se nestes dias e na quinzena que se segue ao Círio, que eu necessito realmente pedir a todos os sacerdotes disponíveis para dedicarem um pouco do seu tempo ao ministério da Reconciliação.
Vive-se em Belém, eu diria, um clima de Natal e de Páscoa. O Círio de Nazaré suscita fraternidade e vida nova. É uma festa de fé. À frente desta festa, e profundamente unido aos participantes do grande acontecimento, desejo a todos os paraenses e romeiros um ?Feliz e Abençoado Círio?!
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