Dom Orani João, representando a Arquidiocese de Belém,
é um dos 42 arcebispos metropolitanos presentes no encontro

Bispos brasileiros discutem desafios pastorais

Arcebispos e Bispos de todo o País estão reunidos na 43ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Indaiatuba, Itaici, São Paulo. O encontro iniciou-se no último dia 9 e encerra-se no próximo dia 17. O tema é “Evangelização e Profetismo: novos desafios para a missão da Igreja”. O presidente da República Luís Inácio Lula da Silva encaminhou uma carta aos prelados comentando o atual quadro político do Brasil. Estão presentes na 43ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil: 202 bispos diocesanos, 95 bispos eméritos, 42 arcebispos metropolitanos, 29 arcebispos eméritos, 29 bispos auxiliares, sete bispos auxiliares eméritos, dois bispos coadjutores, 13 bispos prelados, quatro bispos prelados eméritos, 14 convidados, um eparca emérito (representante da igreja Oriental), dois eparcas, um administrador apostólico, oito administradores diocesanos e 37 assessores. Na abertura da assembléia o presidente da CNBB Dom Geraldo Majella Agnelo leu a carta do cardeal Giovanni Batista Ré, responsável pela Sagrada Congregação dos Bispos da Santa Sé. Em sua carta dirigida ao episcopado brasileiro o cardeal Ré afirma: “o tema ‘Evangelização e Profetismo - Missão da Igreja diante dos desafios atuais’ é oportuno para a reflexão da vida da Igreja no Brasil. Faço votos para que os esforços nesta reflexão atendam aos compromissos pastorais da Igreja no Brasil. Saúdo a todos fraternalmente”. Dom Geraldo também leu a carta do presidente Lula: “Esta assembléia ocorre num momento muito particular do nosso país, em que uma crise política nos atinge fortemente. Quero com toda a franqueza, afirmar-lhe que tenho a plena noção da gravidade do processo que estamos vivendo e de como ele precisa ser superado para que o País retome a sua vida normal de desenvolvimento e de inclusão social”, diz o presidente em um trecho da carta. “Tenho envidado todos os esforços para que a crise política não paralise nosso governo e nosso País. O que tem sido interpretado, muitas vezes maldosamente, como antecipação de campanha eleitoral é justamente um empenho do governo”, rebate Lula quanto as críticas sobre suas viagens e inaugurações de obras pelo Brasil. Os participantes da 43ª Assembléia Geral da CNBB analisam também dados de uma pesquisa sobre o trânsito religioso (mudança de fiéis de uma igreja para outra). A pesquisa foi realizada pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), e mostra que a Igreja Católica perde seguidores para as evangélicas, mas também que há grande a mobilidade entre essas igrejas. Os desafios enfrentados pela Igreja no quadro de pluralismo cultural e religioso existente no Brasil também estão sendo discutidos. Dom Orani - O Arcebispo Metropolitano de Belém e presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação Social da CNBB Dom Orani João Tempesta, e o Bispo de Castanhal e diretor geral da Fundação Nazaré de Comunicação Dom Carlos Verzeletti participam da assembléia. Por telefone, Dom Orani disse que a CNBB também vai discutir o momento político pelo qual passa o País e a Campanha Nacional de Desarmamento. A Igreja Católica está empenhada no referendo popular de outubro. Outros assuntos como a aprovação do Diretório Catequético, questões sobre a liturgia no país, uma pesquisa sobre trânsito religioso e um futuro diretório acerca das comunicações também serem avaliados. Os bispos também vão comemorar os 50 anos da Cáritas Brasileira, no dia 15. “Na Assembléia Geral da CNBB estamos discutindo diversos assuntos sobre diversos aspectos de interesse da Igreja, questões internas e quanto o nosso papel e influência junto à sociedade. Queremos discutir, principalmente, a questão do profetismo e evangelização no Brasil, o que representa uma preocupação maior da Igreja no momento da história”, disse. “A assembléia também é uma grande confraternização dos bispos, nos encontramos, temos preocupações e estamos em busca das soluções”, afirmou o Arcebispo de Belém.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 



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