Frei Luís Carlos: agostinianos mostraram
postura apostólica e missionária

Freis agostinianos recoletos celebram quatro décadas de presença em Portel

Os freis agostinianos recoletos estão completando 40 anos de vida e missão em Portel este ano. O momento é para comemorar as atividades missionárias sacramentais e evangelizadoras, que levaram Jesus Cristo a cidade e ao interior desde 1965. Instalados primeiramente no município de Breves, os agostinianos passaram a residência fixa para Portel, em 1965, com o apoio do então Bispo do Marajó, Dom Gregório Alonso. Entre os primeiros sacerdotes da ordem a chegarem em Portel, estavam os freis espanhóis, Máximo Calvo e Pedro Esparza. Conforme frei Luís Carlos, atual pároco de Nossa Senhora da Luz, em Portel, a fixação dos agostinianos no município portelense foi difícil. “Os religiosos que chegaram primeiro em Portel eram de origem espanhola, portanto vinham de uma realidade e de um padrão de vida distinto da região em que o município se insere. Naquela época, para eles, foi difícil entrar em contato com uma cultura completamente diferente. Mas é claro que, com o passar do tempo, e com uma formação sólida, os sacerdotes mostraram uma postura apostólica e missionária frente aos desafios”. As conquistas dos agostinianos em Portel nesses 40 anos foram lentas, observa frei Luís. “A mudança de freis causa sempre uma certa expectativa por dias melhores por parte dos portelenses. Graças a Deus, ao longo dos anos, conquistamos uma infra-estrutura que permite fazermos uma programação religiosa para toda a paróquia. As comunidades se empenham cada vez mais na formação de líderes e se esforçam para promover constantemente o culto da palavra, aos domingos, mesmo quando os padres não estão presentes. Percebemos que muitos católicos da região já sabem proceder como uma comunidade católica conhecedora dos sacramentos, como o Batismo, a Primeira Eucaristia e do Matrimônio”. Portel, assim como Melgaço, Anajás e Afuá, estão imersos na região das ilhas do Marajó, o que acentua, segundo frei Luís, as diferenças culturais em relação a outras regiões da Amazônia. “São traços de hábitos e costumes diferentes. A cada dia, percebemos que temos muito a ensinar e a aprender”, afirma o sacerdote. Frei Luís destaca os desafios que os agostinianos podem enfrentar daqui para frente. “A televisão está chegando nessas comunidades ribeirinhas e nem sempre existe um critério no hábito de assistir à televisão. Os meios de comunicação têm um poder muito grande e podem direcionar para o bem ou para o mal, dependendo da consciência crítica das comunidades. Enfrentamos também o problema da bebida, que tem desarticulado muitas famílias. O tema das seitas pentecostais é ainda motivo de nossa preocupação. Muitos ribeirinhos se deixam manipular rapidamente pelo mecanismo das seitas. Tudo isso sem falar dos problemas sociais, como saúde e educação. Sabemos que será difícil, mas creio que tudo é possível na fé”, conclui.

 

 


 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 



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