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Coisas mais importantes
Adelar de Souza
Num encontro de pastoral, uma jovem
senhora pediu licença e leu para os participantes
a história a seguir transcrita. Certo soberano
bastante jovem desejava ardentemente conhecer as coisas
mais importantes da vida e do mundo. Convocou os sábios
e filósofos mais destacados de seu reino e os
incumbiu de pesquisar e registrar tudo o que fosse
considerado de grande importância sobre a vida
e o mundo. A ordem do soberano foi levada a sério.
Após 40 anos de muito trabalho e pesquisa, de
muita reunião, reflexão e anotações,
os sábios e filósofos retornaram ao soberano,
trazendo mil livros, nos quais estava registrado tudo
o que eles consideravam de suma importância para
a vida. O soberano, que agora estava com 60 anos, pediu
a seus sábios e filósofos que fizessem
um resumo de todo o trabalho, pois ele, na idade atual,
não teria mais condições de ler
mil livros. Após dez anos, os sábios
e filósofos retornaram novamente ao soberano,
trazendo um resumo das coisas mais importantes da vida
em cem livros. Novamente o soberano, já mais
idoso, reagiu dizendo: - Cem livros ainda são
demais. Com 70 anos não posso mais ler e refletir
sobre as coisas mais importantes da vida. Deu nova
tarefa aos seus sábios e filósofos insistindo
para que anotassem realmente só o essencial.
Realizada a tarefa, voltaram ao soberano agora com
um único livro. Mas, o soberano que estava à beira
da morte desejava, com o ardor juvenil, conhecer as
coisas mais importantes da vida, apesar de sua idade
avançada, fraqueza e doença. Implorou
aos sábios e filósofos que resumissem
todos os anos de trabalho, pesquisa e estudo em uma única
frase. O soberano queria conhecer, antes de morrer,
quais as descobertas e conclusões de seus sábios
e filósofos. A frase apresentada pelos sábios
e filósofos foi esta: “O ser humano nasce,
vive, sofre e morre, e o mais importante na vida e
o que sobrevive a tudo é: o amor recebido e
o amor presenteado.”
O autor é um dos
coordenadores da Eapadi
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