Conversando com as famílias
Educação sexual?

     João Bosco Gomes 

      Pesquisa do IBGE indica que a cada ano, 700 mil adolescentes, é isto mesmo, setecentos mil adolescentes, passam a ser mãe no Brasil. E o mais sério é que dessas “crianças”, cerca de nove mil realizam o parto entre 10 e 14 anos. A pesquisa indica ainda que a primeira relação sexual no Brasil está acontecendo, em média, aos 14,5 anos entre os meninos e 15,5 entre as meninas. Considerando que 20% da população brasileira são constituídos por crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos, dá para imaginarmos a gravidade do problema. E o Pará é o terceiro Estado brasileiro em gravidez na adolescência, perdendo apenas para o Tocantins e Maranhão. Diante desse quadro, fala-se em Lei para incluir noções de planejamento familiar e educação sexual como disciplina extracurricular no ensino fundamental e médio, cujo objetivo é ensinar aos jovens a “adotarem práticas seguras em seus relacionamentos”, que pode ser traduzido em ensinar os jovens a usarem preservativos, mais conhecidos por “camisinha”. Ou seja, o lado emocional e psicológico dos adolescentes não importa e muito menos importa o seu relacionamento com Deus. Que educação é essa que estimula o sexo fora do matrimônio e promove a promiscuidade? Há poucos dias lemos nos jornais que serão distribuídas “camisinhas” nas escolas públicas do ensino fundamental, para alunos com idade a partir de sete anos. Isto é um absurdo, uma imoralidade e não educação sexual. Precisamos fazer alguma coisa para livrarmos os nossos jovens dessa mentira que o mundo insiste em plantar em seus corações e em suas mentes, aproveitando-se da liberdade que Deus nos deu. Não podemos mais ser tolos e muito menos omissos. Crianças estão sendo usadas por inescrupulosos cuja visão não passa da distância do seu nariz. E não venham dizer que sou moralista. O grito dessas “crianças” que estão sendo enganadas pelo prazer com certeza está chegando no Céu e os vendedores de ilusões que apresentam a “camisinha” como a solução para o problema da gravidez na adolescência precisam abrir os olhos para verem que nós temos um Deus que não é cego e nem é surdo a tudo isto. Para o carnaval, já foram adotadas as devidas providências: compraram 700 milhões de “camisinhas” e está programado para o ano 2006 a aquisição de mais de um bilhão desse preservativo para distribuição gratuita aos foliões. Ou seja, pode pecar à vontade, desde que use “camisinha”; a promiscuidade está oficializada. Diante disto, vale a pena lembrar São Paulo: “Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais” (Gal 5,13). Concordamos que a educação sexual nas escolas é uma questão urgente e inadiável. Porém, realizar esse trabalho desprezando os princípios morais e a fé cristã é prestar um desserviço aos jovens e às famílias do nosso País.

 

 

 

 


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