O Arcebispo lança a Campanha e diz que somos os responsáveis
pela construção do mundo em que vivemos

Dom Orani João abre a CF 2005

   O Arcebispo de Belém, Dom Orani João Tempesta, abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2005, na Quarta- Feira de Cinzas, 9, durante entrevista coletiva à imprensa, às 9h, no prédio da Cúria Metropolitana de Belém. O lançamento da campanha, promovida há 41 anos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, marca o início da Quaresma. O tema da CF 2005 é “Solidariedade e paz” e o lema “Felizes os que promovem a paz”. Segundo Dom Orani, a campanha, embora tenha mais ênfase no período quaresmal, deverá ser trabalhada o ano todo. “Somos responsáveis pela construção do mundo. Precisamos de uma melhor harmonia entre raças, religiões e ideologias. Precisamos acreditar que todos têm direito à justiça, moradia, alimentação. O mundo precisa de liberdade, que deve começar a partir do desarmamento espiritual de cada indivíduo”, afirmou aos jornalistas. “Sabemos que nossa proposta é ambiciosa e que nossos planos não podem ser concretizados em 40 dias, nem em um ano, mas se conseguirmos despertar a consciência da sociedade para a importância do amor ao próximo, a paz mundial será facilitada”, completou. Como ação concreta da CF 2005, o Arcebispo explicou que cada paróquia vai se mobilizar para que o projeto de paz das igrejas-membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), entre elas a Católica, Luterana, Presbiteriana, Anglicana, Ortodoxa Siriana do Brasil e a Cristã Reformada, seja efetivado. Em reunião com Conselho Regional da Amazônia do Regional Norte 2, foi decidido que a educação da sociedade é o ponto de partida para o sucesso da Campanha. De acordo com Dom Orani, a Campanha será motivada nas escolas, nas famílias e nos meios de comunicação. “A solidariedade pode formar os jovens na cultura da paz”, lembra. Uma das propostas da Campanha é a divulgação de estatutos como dos idosos, da criança e do desarmamento. “Para que haja a preocupação da sociedade com relação à importância da paz, é essencial que os indivíduos conheçam seus direitos e deveres”, afirmou. A Campanha da Fraternidade também tem por objetivo ajudar o Congresso Nacional no desarmamento da sociedade. “Temos a ânsia de mostrar aos jovens que não é por meio da violência que se forma um mundo melhor. Para isso, é essencial que a mídia produza programas e filmes educativos, além de reduzir a produção de jogos eletrônicos que incentivam as crianças à violência”. Para que o desarmamento seja eficaz, a Igreja está em parceria com a Polícia Federal e com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) . O Arcebispo também lembrou que a CF não é somente para os católicos, mas para todas as pessoas de boa vontade. “A campanha, este ano, é um marco ecumênico. Temos a contribuição de uma grande parte das Igrejas Cristãs do Brasil, o que implica uma contribuição mútua em busca de paz”. A participação de outras Igrejas é garantida pelo Conselho Amazônico das Igrejas Cristãs (Caic). O Arcebispo disse que os recursos arrecadados com a campanha serão depositados em uma conta nacional coordenada pelo Conic, para serem aplicados em projetos sociais no mundo. A Arquidiocese vai contar apenas com o dinheiro arrecadado no Domingo de Ramos, 20 de março. Dom Orani diz que a parceria com as outras igrejas “não significa a perda de identidade da Igreja Católica, mas sim que ela busca diálogo quando se trata do bem social”. Ao final da entrevista, o Arcebispo também convidou os católicos para a inauguração da Diocese de Castanhal, no próximo dia 27, e para a abertura do Ano Jubilar do centenário da Arquidiocese de Belém, dia 30 de abril.



 

 


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