Ednaldo Ferreira - Seminarista    

     

     As Laudes se destinam e se ordenam à santificação do período da manhã, conforme se depreende de muitos de seus elementos. Esse caráter matutino está muito bem expresso nas palavras de São Basílio Magno: “O louvor da manhã tem por finalidade consagrar a Deus os primeiros movimentos de nossa alma e de nossa mente, e, antes de nos ocuparmos com qualquer outra coisa, deixar que nosso coração se regozije pensando em Deus, conforme está escrito: “Quando me lembro do Senhor, minha alma desfalece” (Sl 76 (77),4). Pois o corpo não se deve entregar ao trabalho, sem antes termos cumprido o que disse a Escritura: “É a vós que dirijo minha prece; de manhã já me escutas! Desde cedo eu me preparo para vós, e permaneço à vossa espera” (Sl 5,4-5). Por outro lado, essa Hora é celebrada ao despontar da luz do novo dia e evoca a ressurreição do Senhor Jesus, que é “a luz de verdade, que ilumina todo ser humano” (Jo 1,9); é o “sol da justiça” (Ml 3,20) “que nasce do alto” (Lc 1,78). É neste sentido que a se entende a admoestação de São Cipriano: “Deve-se orar logo de manhã, para celebrar na oração matinal a ressurreição do Senhor. As Laudes inicia com o seguinte versículo: Vinde, ó Deus, em meu auxílio. R. Socorrei-me sem demora. Segue imediatamente o Glória ao Pai. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre amém. Aleluia (o aleluia é omitido somente no tempo da Quaresma) Em seguida, diz-se o hino correspondente, mas para aqueles que não possuem a Liturgia das Horas e querem rezar somente com a Sagrada Escritura, substitui e hino por um canto inicial, aprovado liturgicamente para a Santa Missa. Ao concluir o hino, segue-se a salmodia, que consta de um salmo matutino, de um cântico do Antigo Testamento e de um salmo de louvor, cada um com sua antífona própria. Para aqueles que rezam pela Sagrada Escritura, a antífona pode ser omitida. Ao término da salmodia, faz-se a leitura breve ou longa. Porém, para quem segue pela Sagrada Escritura pode ler o Evangelho do dia. Após a leitura, faz-se uma pausa, isto é, um momento de silêncio. Em seguida, o responsório breve, que é uma resposta à Palavra de Deus, na falta da Liturgia das Horas, pode ser cantado um outro canto, do mesmo gênero, desde que seja aprovado pela Igreja. Segue-se com o Benedictus, que é o cântico evangélico (Lc 1,68-79). O Glória ao Pai é dito no fim de todos os salmos e cânticos. Segue-se assim, com as preces, que têm o caráter de consagração do dia e do trabalho a Deus. No entanto, para quem reza pela Sagrada Escritura, neste caso, faz suas preces espontâneas. Após as preces, todos rezam o Pai Nosso, que pode ser precedido de um convite à oração. Depois do Pai Nosso, reza-se imediatamente, sem o Oremos, a oração conclusiva e, para os que fazem pela Sagrada Escritura, podem utilizar a oração que encontramos no jornal à Missa ou na Liturgia diária. A conclusão será sempre da seguinte forma: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna. Seguida da resposta: Amém. Fornecemos então, uma ajuda prática para aquelas pessoas que, desejando rezar o Ofício Divino, não dispõem do(s) volume(s) da Liturgia das Horas. Mostraremos com isso que é perfeitamente possível rezar o Ofício Divino com a Sagrada Escritura. De tal forma, que o corpo da oração (os salmos e os Cânticos Bíblicos), partes como: hino, responsório breve, preces, oração conclusiva e, até mesmo, o trecho da leitura breve, podem ser adaptados.




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