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Devotos se emocionaram durante romaria em homenagem
a Menino Deus na Vila Maú domingo
Vila Maú acorda
cedo para louvar Menino Deus
Devotos de Menino Deus, em Vila Maú,
no município de Marapanim, nordeste do Pará,
festejaram o padroeiro no último domingo, 9,
com a realização das procissões
terrestre e fluvial.
Aproximadamente mil pessoas, entre
moradores e visitantes participaram da maior festa
de expressão religiosa da Vila. As homenagens
iniciaram na noite de sábado, 8. Padre Manoel
Antão, pároco em Santarém Novo,
presidiu missa na capela do Menino Deus, às
19h. Ele recebeu convite do padre Cristóvão
Freitas, que é pároco de Nossa Senhora
das Vitórias, paróquia a qual Vila Maú está ligada.
Após a missa os fiéis realizaram o traslado
da imagem de Menino Deus até a capela de Nossa
Senhora do Bom Remédio, localizada em Curuçá. É a
primeira procissão da região nordeste
que vai de um município a outro.
O trecho da
PA-220, conhecida como Transmaú, que liga os
dois municípios, foi iluminada com mais de mil
velas coloridas em estilo de lanternas japonesas. Toda
a caminhada foi marcada com a reza do terço
e meditação dos mistérios. Após
a chegada na capela do Bom Remédio a imagem
foi saudada com palmas e cânticos de louvor.
Na manhã do domingo, 9, a imagem do Menino Deus
foi conduzida da capela até o Porto do Caju,
onde dezenas de embarcações enfeitadas
esperavam a imagem para iniciar a procissão
fluvial pelo Rio Maú até a entrada da
Vila. Por volta das 9h30, a procissão fluvial
chegava na Vila sendo recebida por uma queima de fogos.
Os devotos que esperavam a imagem do padroeiro iniciaram
uma nova procissão pela principais ruas da Vila.
Mais de vinte crianças da catequese abriam a
procissão carregando um terço produzido
com garrafas plásticas. A coordenadora de catequese,
Júlia Costa Pinheiro, explica que a proposta
era também homenagear Nossa Senhora, que deu à humanidade “o
glorioso Menino Deus”.
A Banda XV de Novembro
animou a caminhada. As ruas foram enfeitadas com bandeirinhas
e faixas. Os clubes sociais Palmeiras e Ypiranga Esporte
Clube promoveram queima de fogos.
A chegada na capela
de Menino Deus, por volta das 11h, foi marcada com
nova queima de fogos. A frente da igreja foi enfeitada
pelos moradores com tapetes de serragem, areia e pétalas
de flores, representando a Santa Eucaristia.
No altar
improvisado ao lado da capela, padre Manoel Antão,
celebrou missa de encerramento da procissão.
No início da celebração foi abençoada
a água para realização de batizados.
Durante a homilia o sacerdote lembrou da necessidade
do povo não esquecer que a festividade traz
um caráter de solidariedade e partilha. “É muito
bonito ver homens e mulheres trabalhando nesta organização.
Isto não deve ser esquecido” destacou.
Devoção - Para a coordenação
da festividade este foi o “círio da reconciliação”,
pois muitos moradores que estavam afastados retornaram
para as atividades na igreja.
Cláudio Chagas,
coordenador da programação da festa,
afirma que este ano as pessoas foram mais receptivas
para a festa. “Neste círio conseguimos
que aquelas pessoas que tinham uma participação
fraca, mostrassem um certo empenho. Nos sentimos gratificados”.
“ O
povo todo tem muita devoção ao Menino
Deus, é uma festa que representa a maior expressão
da cultura religiosa, que não deve morrer em
Vila Maú”, disse Telma Barroso. Durante
esta semana os devotos participaram da reza da novena
sempre às 19h.
Para a devota Raimunda Gonçalves,
57, participar do círio é o modo de expressar
a sua fé e devoção em Menino Deus.
Este ano ela agradeceu pela saúde e melhora
das fortes dores abdominais que sentia. “Toda
minha vida eu confio ao Menino Deus, sei que Ele é a
nossa única força nesta vida”,
destaca.
Já a dona de casa Vitória Vieira,
60, aproveitou para acompanhar todas as procissões
em agradecimento pela cura das dores que sentia nas
pernas. O problema na circulação sanguínea
chegou a impedi-la de andar. “Graças a
Deus alcancei minha cura, e aqui estou. Prometi que
enquanto estiver vive e tiver saúde, venho para
todas as caminhadas”.
O autônomo aposentado,
Waldemar Nascimento, 70, mais conhecido como Vavazinho,
conheceu a Vila Maú através de amigos
e há 13 anos não perde um círio
na Vila. “E já recebi inúmeras
graças. Uma delas foi a solução
para uns problemas de saúde. Recorri ao Menino
Deus e sempre venho agradecer pela proteção”.
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