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Falta de saneamento acarreta sérios problemas
de
saúde na população, que sofre
com falta de hospitais
Cidade amada por todos tem muitos problemas
Neste dia 12 de janeiro, a terra do
cheiro cheiroso, do açaí, do tacacá, do cupuaçu, da chuva no final
da tarde, da maior festa religiosa do País e outras singularidades tão
nossas completou 389 anos. Nesse tempo todo temos muito do que nos orgulhar e
muitos problemas para resolver. Diferentemente da então Santa Maria de
Belém recém-nascida em 1616, quando a frota comandada por Francisco
Caldeira Castelo Branco ancorou na Baía do Guajará, antes Paraná-Guaçu,
como era chamada pelos índios Tupinambá, Belém é hoje
uma metrópole. A cidade cresceu vertiginosa e verticalmente junto com
o povo. Os problemas sociais da cidade também aumentaram na mesma proporção
de seu crescimento. Santa Maria de Belém do Grão Pará, Cidade
das Mangueiras, Metrópole da Amazônia ou simplesmente Belém,
capital paraense, possui uma área de 1.065 quilômetros quadrados
e 1.386.482 habitantes, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Compreendida em uma ponta de terra
situada entre o Rio Guamá e a Baía do Guajará, está aproximadamente
a 160 quilômetros da linha do Equador. Do total da população,
1.272.354 habitantes vivem na área metropolitana, sendo o restante distribuídos
entre os distritos de Icoaraci, Mosqueiro e Outeiro. O setor comercial e de prestação
de serviços são os componentes determinantes da economia do município.
De acordo com o censo do IBGE, pessoas residentes na zona urbana, com 10 anos
ou mais de idade, têm um rendimento nominal médio de R$ 700,64,
sendo que mulheres da capital com 10 anos ou mais dispõem de renda média
de R$ 536,62. Mais de 46 mil habitantes, somente na zona urbana (com 10 anos
ou mais) não possuem instrução ou estudaram por um período
de menos de um ano. Apenas 76.177 domicílios contam com serviço
de esgoto e dispõem de banheiros ligados à rede geral. O abastecimento
regular de água beneficia 218.066 domicílios particulares, sendo
que 282.825 contam com o serviço de coleta de lixo. Qualidade de Vida
- Em 2004, enquanto a capital paraense comemora saldo positivo de postos de trabalho
gerados pelos setores de serviço, comércio e indústria,
de acordo com levantamentos feitos pelo Departamento Intersindical de Estudos
e Estatísticas Sócio-Econômicos do Pará, a população
paga o aumento do custo da alimentação. A cesta básica ficou
mais cara. Segundo a última pesquisa sobre condições de
vida e desenvolvimento humano patrocinada pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento - Pnud, órgão da ONU, realizada entre
doze capitais do Brasil com mais de 1 milhão de habitantes, Belém
está em 9º lugar na lista de classificação das capitais
com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A capital paraense
ficou com a mesma posição na classificação das capitais
por Índice de Condições de Vida (ICV). Curitiba obteve o
primeiro lugar e Recife, o último. Conseguindo manter uma classe média
com relativa qualidade de vida, é a população da periferia
da metrópole paraense que sofre as mazelas sociais de forma mais intensa.
Em Belém, segundo o IBGE, dados de 2000, os 2% mais ricos da população
detinham uma renda mensal equivalente à dos 57% mais pobres. Somente em
favelas da periferia urbana da capital paraense, 64,5% de crianças entre
0 e 6 anos não freqüentam escolas, enquanto que nas demais áreas
este número cai para 57,6%. Também em favelas, o IBGE quantificou
14,4% de crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos analfabetos e, apenas,
9,4% nas demais áreas. Na invasão Samaúna, por exemplo,
no bairro da Pratinha, 30,7% de crianças entre 7 e 14 anos não
são alfabetizadas. Em Águas Lindas e Helderlândia, Ananindeua,
58,8% e 39,8%, respectivamente. No bairro Che Guevara, o total de analfabetos
somam 29,7%. Em relação à falta de acesso à água
potável, o IBGE constatou que na invasão Samaúna e Paraíso
Verde, na Pratinha, 59,6% e 61,8% da população, respectivamente,
vive em domicílios sem rede geral, poço ou nascente na propriedade.
Nos bairros de Águas Lindas e Jibóia Branca, em Ananindeua, este
número é de 68,9% e 50,1%. Na favela Rui Barata, bairro do Tapanã,
55,7%. O total da população que vive sem acesso a instalações
sanitárias adequadas e saneamento básico, conforme o censo do IBGE
consiste em 43,9% na Samaúna, Pratinha, 44,7% na Bacia do Una, Telégrafo,
47,6% na Bacia do Una, Sacramenta, 76,1% em Herderlândia, Ananindeua, e
49,8% em Rui Barata, Tapanã.
Outros dados oficiais - Malha pavimentada: 60% (Estatística de 1999) Vias
urbanas iluminadas: 85% (Estatística de 1999) Automóveis: 117.353
(Levantamento de 2000) Jornais diários: 3 (Levantamento de 2001) Cultura
e lazer: 12 bibliotecas públicas, 6 museus, 9 teatros e casas de espetáculo,
10 cinemas (Dados de 1999) Prefeito: Duciomar Costa (PSDB). Fonte: http://www.portalbrasil.net/estados_pa.htm
Serviço - As informações são oriundas de pesquisas
e levantamentos correntes do IBGE e dados de outras instituições,
como Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas,
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, Ministério da Educação
e do Desporto - Inep/MEC; Departamento de Informática do Sistema Único
de Saúde, Ministério da Saúde - Datasus/MS; Tribunal Superior
Eleitoral - TSE; Banco Central do Brasil - Bacen/MF, Secretaria do Tesouro Nacional,
Ministério da Fazenda - STN/MF e Departamento Nacional de Trânsito
- Denatran/MJ.
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