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Paraenses comemoram crescimento do mercado de trabalho formal
    

     Belém comemora aniversário com um saldo positivo em relação ao número de empregos formais. De acordo com o balanço feito pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas do Pará (Dieese-PA) nesse final de ano, mais de 12 mil postos de trabalho foram gerados nos setores de serviço, comércio e indústria na metrópole. Para o Dieese, mesmo que os dados do mês de dezembro de 2004 ainda não tenham sido divulgados pelo Ministério do Trabalho, Belém fechou o ano com o melhor saldo de emprego formal desde 2000. Neste último ano, a cidade também se destacou como a segunda capital da região Norte que gerou mais postos de trabalhos formais, ficando apenas atrás de Manaus, capital do Amazonas. Para Roberto Sena, economista e supervisor técnico do Dieese-PA, o “saldo positivo nesse setor pode ser verificado ao compararmos o saldo de admitidos e desligados”. Roberto divulga no relatório do Dieese que houve um crescimento do emprego com carteira assinada. “Um total de 7,24%”, afirma. Os dados levantados pelo Departamento sobre emprego formal em Belém mostram que foram feitas, no período de janeiro a novembro de 2004, 59.852 admissões contra 47.695 demissões. “Estes números demonstram um saldo positivo de 12.157 postos de trabalho”, explica Sena. Ainda segundo o relatório do Dieese, este bom resultado pode ser observado em todos os setores econômicos da capital paraense. Porém, os setores que mais contribuíram para obtenção deste saldo foram o de serviço, onde foram gerados 5 mil postos de trabalho, o comércio, com 4 mil postos, o de indústria de transformação, que gerou cerca de 1.800 empregos e o de construção civil, com saldo de 546 postos de trabalho. Alimentação - O Dieese-PA também divulgou um balanço sobre a inflação nos produtos de alimentação básica dos belenenses. “A alimentação dos paraenses volta a ficar mais cara depois de dois meses de queda. O crescimento de preços em 2004, chega a mais de 6%”, diz o relatório. Segundo o documento divulgado, no mês de novembro, a cesta básica composta de doze produtos atingiu o valor de R$ 149,30, um reajuste de 0,15% em relação ao valor da cesta do mês de outubro de 2004, que custou R$ 149,08. “Das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese, em novembro, apenas Belém e Goiânia apresentaram aumento no preço da alimentação básica”, revelam os técnicos. Os maiores aumentos ocorreram nos preços médios de produtos como o açúcar e o feijão, conforme o relatório do Dieese, enquanto ocorreram quedas nos preços do tomate, arroz e farinha. A conclusão é a de que, no último ano a cesta básica dos paraenses teve um reajuste acumulado de 7,16 % , com a maioria dos produtos pesquisados também apresentando crescimento de preços .


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