Povo presenteia Belém
    

     O que você daria de presente a Belém no aniversário de 389 anos? Ouvimos sugestões de crianças, jovens e adultos da cidade. As respostas sugerem melhorias na educação, saúde e segurança.

     “No aniversário de Belém, o meu presente são melhorias na educação e saúde. As escolas precisam de mais consideração e respeito dos professores com as crianças. Os alunos vão para o colégio, mas, quase sempre, os professores não cumprem suas obrigações. Os hospitais também precisam de melhores equipamentos, de qualidade na limpeza. Não bastassem as doenças que os pacientes têm que ‘enfrentar’ por falta de higiene nos hospitais, os doentes acabam adquirindo infecção hospitalar”.
Simão Santos, 42 anos, jornaleiro.

     “Belém merece um bom tratamento de limpeza, de saneamento básico. A periferia precisa de mais atenção. Os moradores estão expostos a doenças, não têm água encanada. As fiações elétricas estão em total precariedade. O amor e a compreensão entre as pessoas são outros presentes que eu daria para minha cidade. Os habitantes de Belém estão individualistas. Falta atenção entre os irmãos belenenses”.
Andréa Monteiro, 18 anos, estudante.

     “Se eu pudesse, daria muita paz, saúde e esperança a cada jovem que tem um sonho, para que trilhe uma estrada de concretizações. Os jovens precisam de um objetivo na vida, precisam lutar, porque é dessa forma que vão vencer. A força e a perseverança, nos momentos de dificuldade, diferenciam o vencedor e o perdedor. Desistir de um objetivo é deixar de ganhar uma batalha”.
Jackson Viana, 20 anos, cinegrafista.

     “Eu queria menos vandalismo em Belém. Queria que o povo da minha cidade preservasse o patrimônio público, para que, no futuro, os nossos filhos possam ter acesso aos locais históricos e culturais de Belém. Para isso, a segurança deve ser mais eficaz. As pessoas deveriam ter consciência da importância da história de nossa cidade”. Jaqueline Quenes, 18 anos, estudante.

     “O meu presente é a reforma das bibliotecas. Elas precisam de uma maior variedade de livros. As bibliotecas de escolas públicas, quando existem, não satisfazem todas as necessidades dos alunos, afetando no processo de aprendizagem. As crianças ficam desmotivadas a ler. Os professores precisam de mais qualificação. Um educador deve ser bem capacitado na orientação dos alunos”.
Graça Souza, 56 anos, professora.

     “Quero a redução da violência. A polícia deve estar mais atenta para tirar os assaltantes das ruas e dar paz aos moradores. Assim, as crianças poderão brincar livremente nas praças, sem que seus responsáveis fiquem preocupados. Eu daria também de presente mais lixeiras, porque ajudaria a manter a cidade limpa. As crianças devem sair dos sinais, devem parar de trabalhar e procurar escolas, para garantir um bom futuro”.
David Mota, 13 anos, estudante.

     “O número de hospitais em Belém deve aumentar. Os que já existem não garantem atender toda a população da cidade. O povo deve ser mais educado na consciência de manter a cidade limpa. Não é suficiente que existam lixeiras, se as pessoas não colocam o lixo no lugar adequado. Eu daria de presente a solidariedade. Se cada pessoa pensasse no seu próximo, em ser solidário, haveria menos desigualdade social”.
Mário Sena, 42 anos, auxiliar de escritório.

     “Daria paz e tranqüilidade nas ruas. Queria brincar sem medo. Tenho receio de assaltos. Só consigo brincar em paz quando estou dentro de casa, mas na rua, tem mais espaço e ainda posso brincar com outras crianças”.
Daniel Costa, estudante, 11 anos.

 


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