“Estrela do Amanhã” comemora sucesso
    

     A equipe de voluntários do projeto “Estrelas do Amanhã”, da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré (Basílica), avaliou os seis primeiros meses de atividades em prol de crianças e adolescentes de rua em situação de risco e envolvimento de drogas. Como o número de menores diminuiu na área próxima ao templo, como a esquina da Avenida 14 de Março com Nazaré, o projeto foi considerado eficaz e vai continuar em 2005. A meta é ressocializar, para que os atendidos se conscientizem da necessidade trocar as ruas pelos lares, como resume o voluntário Sebastião Gonçalves: “Nosso objetivo não é nem guardar e nem só alimentar os menores, mas ressocializar e integrar”. De 23 menores atendidos desde agosto, somente cinco continuam nas ruas do bairro de Nazaré. Os demais voltaram às famílias ou migraram para outras áreas. Houve até caso de menor que voltou para o lar levando consigo um “colega” sem família. Quem passar hoje pela Avenida Nazaré verá como menos freqüência a cena que antes era comum: crianças dormindo amontoadas nas calçadas próximas ao templo católico. No começo das atividades, os voluntários pensaram construir abrigo noturno para menores ou deixá-los sob a tutela de famílias católicas. Após estudo, pesquisa e auxílio técnico, compreenderam que estas medidas não solucionariam o problema da permanência de menores nas ruas. Para que a ressocialização fosse alcançada, foi traçada agenda de atividades sócio-lúdico-pedagógicas, que eram realizadas na cripta da Basílica de Nazaré às segundas e quartas-feiras, e em sítio, às terças e quintas-feiras, sempre pela parte da manhã. Eles aprenderam que a sociedade, para aceitar uma pessoa, exige padrões de comportamento diferentes dos aceitos quando se vive “na rua”. Palestras e vídeos também aguçaram a emotividade dos menores, buscando sensibilizá-los a respeito de valores como senso de responsabilidade, família, amizade, respeito, etc. A comissão de trabalho conta com dez integrantes, e é presidida pelo pároco de Nazaré, padre Silvio Jacques. Uma rede de colaboradores foi criada, para que a doação de lanches e refeições, roupas, presentes e material de limpeza fosse constante, assegurando a continuidade dos trabalhos.


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