Arte pública ganha um “espaço privilegiado”    

     A arte pública ganha um espaço privilegiado no Mangal das Garças. Quatro artistas paraenses foram convidados pela Secult para participar do projeto. As obras integram-se naturalmente ao local, como se fossem uma extensão do espaço recriado. Expõem obras no Mangal os artistas Emanuel Franco, Geraldo Teixeira, Klinger Carvalho e Acácio Sobral. Geraldo Teixeira montou no lago central a escultura “Lâminas d’água - cavernando”, uma homenagem à tradição de construir as embarcações regionais que navegam pelos rios da Amazônia. Resultado da Bolsa de Pesquisa, Criação e Experimentação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP), a obra consumiu seis meses de pesquisa, entre Belém e Abaetetuba. “Trata-se de uma escultura que remete à forma de um barco. Para mim, é um privilégio expor minha primeira obra pública nesse espaço, que será referência em todo o País”, diz Geraldo. Emanuel Franco instalou a peça, intitulada “Os pássaros dos rios”, na ponte que dá acesso a um dos recantos do Mangal, sobre o lago central. A obra é composta de seis lemes de barcos regionais, coletados em viagens à região do Salgado. O paraense Benedito Monteiro, que há 23 anos trabalha como pedreiro e que participou, por mais de dois anos da equipe de operários do Mangal, foi impulsionado à arte pelo ambiente que ajudou a construir. O artista esculpiu, de forma autodidata, 26 pedras de arenito, espalhadas pelo Mangal.


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