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O Arcebispo e presidente da Fundação
Nazaré de Comunicação
defende
meios de comunicação éticos
Igreja tem voz
no Conselho de Comunicação Dom Orani João foi eleito pelos
congressistas para importante missão no País
Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Orani
João Tempesta foi eleito um dos membros titulares
do Conselho de Comunicação Social. Os
novos integrantes do Conselho foram eleitos no último
dia 20 de dezembro, em sessão conjunta do Congresso
Nacional.
Para Dom Orani a nomeação de um bispo
para o Conselho de Comunicação do Congresso
Nacional representa para a Igreja Católica uma
deferência muito especial. A eleição
demonstra o respeito do Senado, responsável
pela nomeação, para com a Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pois o bispo
nomeado é responsável pelo setor de Comunicação
Social da CNBB. Demonstra que nosso Congresso Nacional
tem consideração muito grande pela CNBB
a ponto de querer um representante da Conferência
nesta comissão que congrega responsáveis,
donos, e diretores de grandes emissoras de Rádio
e Televisão e é também uma grande
responsabilidade, pois num tempo em que se fala tanto
da democratização e ética na comunicação,
acredito que o Conselho é um fórum para
se discutir estes assuntos, além de questões
técnicas como a digitalização
que passam por este Conselho.
A nomeação de Dom Orani para o Conselho
não passou sem as críticas. O jornalista
Alberto Dines, que por mais de dois anos assumiu uma
das vagas no Conselho de Comunicação
Social, considera a nova organização
que irá tomar posse em 2005 uma preocupação. “É um
desastre. Foi eleito até um religioso. A sociedade é composta
por múltiplas religiões. Além
disso, há uma separação entre
Igreja e Estado”, disse Alberto Dines em recente
entrevista divulgada pela Agência Brasil no site
www.forum.direitos.org.br
Dom Orani refuta os comentários do jornalista
afirmando que “o Brasil tem uma variedade enorme
de crenças e ao mesmo tempo de religiões,
mas a nomeação de alguém da CNBB,
para este Conselho neste aspecto não significa
que ela (Igreja Católica) vai pensar apenas
em interesses próprios, mas no bem comum, de
toda a sociedade. A Igreja sempre se pautou com relação
a isso, colaborando com a sociedade e Governo para
promover o bem comum. Acho que nenhum jornalista deve
sentir medo de que a Igreja Católica vá favorecer
apenas a si mesma, mas sim contribuir para aquilo que é ético
e moral para todo o país”, contesta Dom
Orani.
O Arcebispo, que também é presidente
da Fundação Nazaré de Comunicação
(Jornal, Rádio e TV Nazaré), acredita
que para haver uma verdadeira programação ética
nos meios de comunicação ainda falta
compromissos dos responsáveis pela produção
dos programas e donos de emissoras. Os espaço
que a sociedade outorgou às emissoras, diz o
Arcebispo, tem que veicular programas “que ajudem
justamente a construir a cidadania, fraternidade e
respeito ao outro”, diz.
Atividades - Os conselheiros têm mandatos de
dois anos, que podem ser renovados por igual período.
Alguns dos eleitos já fazem parte do colegiado.
O órgão é formado por 13 membros
titulares e 13 suplentes, que representam empresas
de rádio, televisão e imprensa escrita,
além das categorias profissionais dos jornalistas,
radialistas, artistas, profissionais de cinema e vídeo,
contando ainda com representantes da sociedade civil.
A função do Conselho de Comunicação
Social é assessorar o Congresso na análise
de projetos relacionados à liberdade da manifestação
do pensamento, da criação, da expressão
e da informação; princípios que
devem nortear a programação das emissoras
de rádio e TV; propriedade de empresa de mídia;
e outorga e renovação de concessão,
permissão e autorização para a
exploração dos serviços de radiodifusão
sonora e de sons e imagens.
Entre os principais temas debatidos pelo colegiado
destacam-se a regionalização dos programas
das emissoras de radiodifusão, a possível
fusão das operadoras de TV por assinatura via
satélite Sky e DirecTV, o sistema de televisão
digital que deverá ser adotado pelo país
e a proposta de criação da Ancinav (Agência
Nacional de Cinema e Audiovisual).
Além do Arcebispo de Belém, Dom Orani
João Tempesta, entre os novos titulares do Conselho,
na representação da sociedade civil,
estão o jornalista e professor Arnaldo Niskier,
o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção
São Paulo, Luiz Flávio Borges D’Urso,
o diretor da Rede Record e presidente da Associação
Brasileira de Radiodifusão e Telecomunicações
(Abratel), Roberto Wagner Monteiro, e João Monteiro
de Barros Filho. Dos novos membros da representação
da sociedade civil no Conselho, apenas um - o presidente
da Abratel - já participava do órgão,
mas como representante das empresas de televisão.
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