O templo será coberto por telhas francesas. Os paroquianos
terão mais conforto e a bela igreja, o cuidado que merece.

Obras acabam com goteiras na Basílica

     A Basílica de Nossa Senhora de Nazaré contará com novo telhado para o próximo Círio. A cobertura feita de 15 mil telhas do tipo francesa vai custar R$ 200 mil. O obra está sendo patrocinada pelo Super Center Nazaré através da Lei Semear de Incentivo à Cultura.
À frente das obras, que começaram há dois anos, está o superior provincial dos barnabitas no norte do país, padre Francisco Silva. “Não vamos apenas colocar um novo telhado, mas vamos fazer um serviço que vai deixar as próximas gerações descansadas”, garante.
O sacerdote relata que a primeira tarefa foi a substituição das calhas. Os novos canos receberam revestimento de fibra de vidro, que deve evitar o rápido desgaste provocado pelo fenômeno conhecido como “chuva ácida”. O desgaste dos canos sem revestimento evidenciou que, com o aumento da poluição em Belém, mais substância ácidas agressivas a peças metálicas estão presentes na chuva rotineira.
Em seguida, os cuidados voltaram-se à estrutura elétrica. O sistema de iluminação, que ainda era o original, datado da década de 30. Hoje, o superior afirma que 80% da iluminação foi renovada, faltando apenas a substituição dos grandes refletores presos ao teto da nave central. Os abajures voltaram a funcionar, bem como as lâmpadas das capelas laterais.
Após esta fase, teve início a substituição da cobertura do templo. “A dificuldade estava em encontrar a telha de deveria ser usada”, relata padre Silva, lembrando que seis diferentes tipos de telhas foram introduzidas em reparos anteriores. Devido o uso misturado de diferentes peças, o telhado assemelhou-se a uma “peneira”, facilitando o aparecimento de goteiras.
“ Este problema foi regularizado”, informa padre Silva. Todas as telhas serão “francesas”, seguindo o padrão original. As peças vieram de Minas Gerais, pois conforme conta o sacerdote, nenhuma olaria local se dispôs a fabricar um tipo de telha que está fora dos padrões comerciais. A telha francesa tem formato quadrado e é mais plana que a telha comum.
Para que uma obra ou manifestação cultural seja beneficiada pela Lei Semear, é necessário apresentação de projeto esmiuçando os gastos. No caso do da Basílica, o levantamento foi tão bem feito que o valor pleiteado foi liberado integralmente.
De acordo com o funcionamento da Lei Semear, o governo do Estado renuncia ao imposto relativo à circulação de mercadorias de uma empresa privada. Ela, além de repassar o valor do imposto ao projeto beneficiado, também investe recursos próprios (a chamada “cota de colaboração”). Em contrapartida, o proponente do projeto (aquele que vai receber patrocínio) oferece ao patrocinador possibilidade de divulgação da sua empresa. No caso do telhamento da Basílica, duas placas do Super Center Nazaré foram fixadas na fachada e nos fundos da Basílica.





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