DATA DE PUBLICAÇÃO: 26/05/2017
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Homilia Dominical: São Mateus 28,16-20

 
Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18 Então, Jesus aproximou-se e falou: “toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19 Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.
 
 
Comentário
 
 
Este evangelho aponta a Trindade: do Pai Criador, do Filho Redentor, e do Espírito Santificador. Jesus ordena que seus discípulos que gerem outros para Ele, fazendo-os nascer na Trindade Santa: “batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (v 19). 
 
A mensagem está vinculada ao movimento, próprio de quem vive. Aqui tal movimento está no inicio e meio do texto, através do verbo “ir”, quando diz que “os discípulos foram para a Galileia...” (v 16); e logo destaca Jesus falando: “ide e fazei discípulos meus todos os povos” (v 19).
 
Na vida há o mover-se por si mesmo, decisão própria; e o mover-se por ordem de outro. Aqui, a ordem vem de Jesus, daquele que tem poder, toda a autoridade (v.18). E que ordena Jesus aos seus, a nós hoje? Que manda aquele que pode?
 
Manda: ide e fazei discípulos meus todos os povos. Não se trata de quaisquer discípulos, mas ao vê-los saibam todos que eles são de Cristo. Aqui há um desafio enorme, como discípulo de Jesus: corremos o risco de falar de nossas próprias ideias em lugar das ideias do Senhor. As ideias são dele, os discípulos são dele, esta é a verdade! Jesus fala com propriedade e transparência: fazei discípulos meus. O verdadeiro discípulo de Jesus é quem não faz discípulos para si, mas para o Mestre. E Paulo nos lembra: “quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor”.
 
Acena Jesus: ide e ensinai – “ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei” (v 20). Logo é instrução integral: repassar tudo às novas gerações. Nada fique fora da observância, pois tudo é tudo. Aqui vem o eco na voz da mãe de Jesus aos discípulos de seu filho com igual ideia, nas palavras: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,12). Conclui João, dizendo: “...e seus discípulos creram nele”. Maria, mãe de Jesus, nos leva à fé nele. Hoje o texto fala que vendo Jesus “alguns duvidaram”(v 17). A dúvida faz parte da vida do discípulo que recorre ao mestre, e ele nos toma pela mão, como fez com Pedro “homem fraco na fé, por que duvidaste?” (Mt 14,31).
 
“Fazei discípulos meus todos os povos”. É dever do discípulo; o missionário é enviado a multiplicar multiplicadores das ações de Jesus. Eis a missão, como outrora dissera o apóstolo Paulo: “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
 
E conclui: ide e eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo; é a “Shequiná hebraica”. Jesus ao dizer: “estarei convosco”, assevera: “eu sou Deus convosco”; é, pois o “Emanuel” do profeta (Is 7,14). Jesus é cumprimento das profecias, realização e garantia da presença divina na ação de quem é seu discípulo. 
 
 



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