DATA DE PUBLICAÇÃO: 14/07/2017
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Homilia Dominical: São Mateus 13,1-23

 
1Naquele dia, Jesus... foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se... 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu a semear.  4E enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras... caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram... 6Mas quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras... caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras... caíram em terra boa e produziram à base de 100, de 60 e de 30 fruto por semente. 9Quem ouvido ouça!” 10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” 11-12Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. 13-23A semente que caiu em boa terra... produz fruto. Um dá 100, outro 60 e outro 30.
 
Comentário
 
 
Jesus nos fala do semeador e seu significado: a semente é a palavra de Deus e o terreno é o coração do ser humano. Há uma variedade de terrenos onde cai a mesma qualidade de semente com uma diversidade na produção, ainda que o local seja propício. Uns terrenos produzem mais e outros menos.
 
Nem todos são habilitados para bem semear, e nem toda semente é válida para o plantio; assim como ao terreno requer condições à produtividade esperada. 
 
O texto não trata da habilidade do semeador, pois é Deus; nem da situação da semente, sua palavra; e sim dos vários tipos de terrenos onde ela é lançada: nós. 
 
Mesmo em terreno bom o resultado não é igual. Deus não é ambicioso; para Ele basta um 30% na produção. Se você tem pouco tempo, produza dentro deste seu limite; o que não é valido é tornar-se infecundo diante da palavra de Deus.
 
É curioso verificar que “semente”, em grego, língua original do Novo Testamento, se diz “sperma”, que por sua vez é a “semente humana”. E a palavra de Deus vem qualificar a vida do ser humano que a bem recebe.
 
O mestre estimula a capacidade de cada um a compreender e viver a substância de sua mensagem, quando diz: “Quem tem ouvido ouça”, ou seja, “quem for capaz entenda”. A palavra de Deus é semeada em todo tipo de pessoa: todos terão chance de produzir. Não há exclusão antecipada.
 
Deus é o único que semeia, mesmo sabendo que cai em terreno impróprio; sua generosidade excede a lógica e as condições do destinatário. O que mais conta é o empenho de cada um. 
 
O ser humano é tido como receptor e anunciador da palavra. E qual é a nossa dramática responsabilidade? Não ser diante da palavra: “espinho”, “estrada”, nem “pedregoso”, mas procurar ser terra rica em disponibilidade e fecundidade cotidiana. 
 
A omissão contamina as pessoas mais que a gripe. Não nos iludamos pensando “eu fico assim e ninguém é obrigado a imitar-me”, pois o mal é fácil de ser seguido. Os apóstolos foram enviados para serem testemunhas do Ressuscitado. Portanto, somente e na medida em que produzirmos outros também produzirão.
 
 
 



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