DATA DE PUBLICAÇÃO: 28/07/2017
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Miscelânea: Maldição (VIII)

 
 
 
Como esta semana tive a alegria e a felicidade de ser presenteado pela Ângela Santa Brígida, um de meus anjos da guarda de carne e osso, com a listagem católica, obra da Paulus, das vezes em que, na Bíblia, aparece a palavra maldição, quer no singular, quer no plural, a partir de agora passo a recorrer a ela, cotejando-a com a da Concordância Bíblica da Sociedade Bíblica do Brasil, meu único guia até nossa edição passada.
 
Comecemos pelo Eclesiástico, livro que não consta da citada Concordância. Nele encontramo-la três vezes: em 3,9, em 29,6 e em 41,10. Em 3,9, lemos, na Bíblia de Jerusalém: “a bênção do pai consolida a casa dos filhos, mas a maldição da mãe desenraiza os alicerces.” Em 29,6: “Este (o devedor, se importunado) lhe (ao credor) devolverá maldições e injúrias”, etc. E, em 41,10: “tudo o que vem da terra volta à terra, assim os ímpios vão da maldição à ruína.”
 
Encontramo-la quatro vezes em Samuel: em 16,5.7.12.13. Em 16,5 lê-se que “quando o rei Davi chegou a Baurim, surgiu um homem... cujo nome era Semei, filho de Gera, e saiu proferindo maldições.” Em 16,7: “eis o que Semeí dizia em suas maldições:” etc. Em 16,12, ouvindo essas maldições, fala Davi aos seus: “talvez o Senhor olhe minha humilhação e me pague com bênçãos essa maldição de hoje.” Finalmente, em 16,13: “Davi e seus homens continuaram seu caminho. Semei ia andando ao lado da montanha, paralelamente a Davi, e, enquanto andava, proferia maldições,” etc. 
 
Em Zacarias e no livro dos Provérbios, cinco vezes. 
 
Em Zacarias, duas em 5,3 e uma em 5,4;8,13 e 14,11. Em 5,3 diz um anjo ao vidente: “esta é a maldição que se espalha sobre a superfície de toda a terra. Porque todo aquele que rouba será expulso daqui segundo a maldição.” Em 8,13 fala o próprio Deus: “assim como fostes uma maldição entre as nações, casa de Judá e casa de Israel, do mesmo modo eu vos salvarei e sereis uma bênção.” Em 14,11: “não haverá maldição.” 
 
No livro dos Provérbios, em 3,33; 26,2; 27,14; 28,27 e 29,24. Em 3,33: “a maldição de Ihaweh está na casa do ímpio, mas abençoa a morada dos justos.” Em 26,2: “como o pássaro que foge e a andorinha que voa, a maldição gratuita não atinge a meta.” E em 27,14: “quem bendiz seu próximo em alta voz desde a manhã, isto ser-lhe-á considerado maldição.” Razão: o Talmud (termo hebraico cujo significado, no hebraico posterior, estudo, instrução, ciência, em particular a ciência da Torá, lei de Moisés, e, nomeadamente, a explicação e os comentários dos textos jurídicos) proibia fazer quaisquer saudações antes de se ter feito a prece da manhã. Em 29,24: “o cúmplice do ladrão odeia a si próprio: ouve a maldição – entenda-se: a pronunciada contra um criminoso desconhecido, ou contra as testemunhas escondidas – mas não o denuncia.”
 
Antes que me esqueça, um acréscimo: quando relacionei os textos bíblicos em que a palavra maldição é vista apenas uma vez, deixei de fora Jó, simplesmente porque ele não constava na Concordância da Sociedade Bíblica do Brasil, única de que, infelizmente, então dispunha. Em Jó ela se encontra em 31,30. Assim, segundo a Bíblia de Jerusalém:... “Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição.”
As outras vezes em que ela aparece – 9 em Números, 10 em Jeremias e 14 no Deuteronômio – ficam para nossa próxima edição. Até lá, se Deus no-lo permitir. Shalom!         
 
 



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