DATA DE PUBLICAÇÃO: 04/08/2017
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Encontro Fraterno

 
 
Foram ‘dois nascimentos’, distanciados por 38 anos. Evidente que não se trata de reencarnação, crença que o saudoso Padre Léo, da comunidade católica Canção Nova, abordava de forma ao mesmo tempo simples e objetiva, quando proclamava: “Deus não trabalha com material reciclado”. Sem dúvida, nós, cristãos, acreditamos, sim, na ressurreição. “... Os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9, 27). Não existe ‘reencarnação’ depois da morte ” (cf. CIC §1013). 
 
Decorria o ano de 1933, quando meus pais - minha mãe já grávida - acompanhados de minha avó materna, morando aqui em Belém, foram convidados a visitar uma tia minha, então residente em São Luis, MA, casada com um maranhense, tenente do Exército, que teve a patente tomada pela ditadura de Getúlio Vargas, por se posicionar a favor da Revolução Constitucionalista de 1932. Depois de algumas semanas de convivência, meu pai, já se valendo de algumas intervenções profissionais, fez o convite àqueles que seriam meus padrinhos: ‘Vocês poderiam ficar mais algum tempo...deixem a criança nascer aqui’. 
 
Nasci no mês de agosto de 1933, em um sobrado situado na rua de Nazaré, nº 135, no Centro Histórico de São Luis, vindo à luz assistido por uma parteira. Passados dois meses, levaram-me a passeio até Alcântara, no litoral maranhense, viajando em um barco. Lá chegando, fui tomado nos braços de um tripulante, a fim de vencer uma estreita prancha de madeira lançada na praia. Vim para Belém com apenas três meses, viajando no navio Poconé, do Lloyd Brasileiro.
 
O meu ‘segundo nascimento’ também ocorreu em um mês de agosto, quando participei do 21º Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Belém. Na próxima edição estarei partilhando as experiências desse ‘novo nascer’, de uma nova mentalidade que, mercê de Deus, perdura ao longo de 46 anos. 
 
 



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