DATA DE PUBLICAÇÃO: 29/09/2017
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Cabido Arquidiocesano ganha dois novos cônegos

 
Foram empossados durante santa missa no último dia 20 de setembro, na Catedral Metropolitana, os dois novos cônegos do Cabido Metropolitano.
 
Tratam-se dos sacerdotes Roberto Emílio Cavalli, Cura da Sé, e José Luiz Fernandes, pároco de Nossa Senhora do Bom Remédio, que, a partir da presente data, compõem o colegiado de doze cônegos responsáveis por realizar as funções litúrgicas mais solenes, pelo patrimônio cultural, artístico e sacro da Igreja de Belém e edificações de templos.
 
Restabelecido em dezembro de 2015 por Dom Alberto Taveira Corrêa, o Cabido Metropolitano é formado por doze presbíteros, sendo cargos vitalícios e efetivos. Por motivo de morte, ou outro que impeça algum dos membros de exercer suas atividades, um novo membro deve ser eleito e nomeado pelo colegiado, com aprovação do Arcebispo. Dessa forma procedeu-se, após os falecimentos, em outubro de 2016  do Cônego Jaime Sidônio, que ocupava o cargo de presidente, e do Cônego Djalma Lopes, em abril deste ano.
 
Na celebração, dividida em duas partes, o atual presidente do Cabido, Côn. Ronaldo Menezes, apresentou à assembleia os dois novos cônegos e dirigiu-lhes esta mensagem: “Que sejam os braços de que Jesus necessita”. Em seguida, os sacerdotes fizeram a profissão de fé e fidelidade e, ao final, o Côn. Vladian Alves leu o decreto de provisão dos dois sacerdotes.
 
 
Com a palavra, Dom Alberto fez breve comentário sobre o histórico do colegiado da Arquidiocese de Belém, um dos primeiros a ser organizado no Brasil, lembrando as arquidioceses de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Mariana, que também possuem também cabidos e que têm grande importância na história da Igreja do Brasil.  
Sobre o trabalho do colegiado, Dom Alberto disse: “estes sacerdotes são convocados a estarem perto do bispo, para ajudar a construir a comunhão, assumir responsabilidades. Ao cabido metropolitano da Arquidiocese de Belém foi atribuído de forma bem especial, e eles já começaram a realizar essa tarefa, o acompanhamento das edificações e o do patrimônio histórico e artístico de nossa arquidiocese. Eu sinto o quanto eles assumem pouco a pouco essas tarefas, como cabido têm uma composição permanente. Eles nos ajudarão também a ter esse laço que liga os acontecimentos da história da Igreja de Belém”.
 
Por fim, o Arcebispo dirigiu-se aos novos cônegos: “Eu quero agora agradecer-lhes pela resposta, pela presença, o compromisso, o desejo de serviço que com toda a certeza está presente no coração de vocês dois. Contem com as nossas orações, com nosso apoio e atenção para que possam cada vez mais desempenhar a tarefa que o ministério lhes confere. Deus os abençoe. Muitas felicidades.”
 
Para o Cura da Sé, Cônego Roberto Cavalli, a investidura representou um grande reconhecimento de todo o trabalho que realiza na Arquidiocese, queira como Diretor Geral da Fundação Nazaré de Comunicação, queira como titular da Catedral Metropolitana: “Para o meu ministério representa um grande incentivo. Continuo amando a Igreja e vivendo aquilo que ela nos pede, sendo obediente e cada vez mais servir”.
 
Já para o Côn. José Luiz Fernandes, o título representa os caminhos que Deus preparou. Confiante, ele se diz motivado para o trabalho junto a Dom Alberto: “vamos trabalhar com o Arcebispo como equipe. Viemos para somar e contribuir no cuidado com o patrimônio da Arquidiocese e as edificações”.
 
Santa Missa
Encerrada a primeira parte da cerimônia, inicio-se a celebração eucarística, concelebrada pelos dois novos cônegos. Na homilia, Dom Alberto destacou as intenções da celebração e refletiu sobre o Evangelho do dia, Lucas 7,31-35.
 
Ao abordar os sete dons do Espírito Santo, Dom Alberto prendeu-se ao primeiro, a sabedoria: “Jesus está diante de pessoas que podiam ter acolhido a Boa Nova do Evangelho. E, no entanto, não saibam rir nem chorar. Essa ainda é uma realidade muito presente no mundo de hoje. Eu posso ter muitos conhecimentos, posso ser competente na área que me cabe, posso encontrar profissionais que estão presentes aqui, posso encontrar o bispo, cônego, padre ou o diácono que sabe fazer tudo direitinho, mas, se lhes faltar sabedoria, ele se tornam como essas pessoas que eram reclamões, censurados por Jesus e com razão. Ele diz: ‘vocês não sabem nem rir, nem chorar, vocês estão fechados’ e, acrescenta Dom Alberto, podemos dizer que lhes falta sabedoria. E o que é sabedoria? Sabedoria, sabor, gosto. Ter muitos conhecimentos não é automaticamente ter sabedoria. O dom da sabedoria age na nossa razão ao lado do dom da inteligência que nos leva à verdade, ou da ciência, que nos conduz a conhecer as coisas humanas ao jeito de Deus.”



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