DATA DE PUBLICAÇÃO: 29/09/2017
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Homilia Dominical: Texto: Mt 21,28-32

Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: filho, vai trabalhar hoje na vinha! 29 O filho respondeu: Não quero. Mas depois mudou de opinião e foi.  30 O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: Sim senhor, eu vou. Mas não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.
 
Comentário
A questão central desta intervenção de Jesus é: “Qual dos dois fez a vontade do pai?” Vale mais a prática do que a teoria, os atos, que as palavras. Em decorrência disto, há o tema da conversão. Aqui vem o valor da conversão, da mudança de atitude; mudar para recuperar. O mestre mesmo já nos ensinara a pedir ao pai na oração, que se fizesse a sua vontade “assim na terra como no céu” (Mt 6,10). Que devo mudar para fazer a vontade do Pai? A conversão é mudança. Que devo mudar em mim, para os ajustes à vontade de Deus? Quando devo começar?
 
Ora, o pai é o responsável primeiro na educação dos filhos. No texto vemos um pai com dois filhos, como no caso do “filho pródigo” (Lc 15,11-32). Em qualquer situação da vida, eu serei sempre um, entre dois filhos; sou 50% dos herdeiros. É assim que devemos pensar, para melhor atuar. Se eu me recuso a mudar para melhor, favoreço a que a metade da humanidade esteja sendo desguiada do bem.
 
No caso apresentado, há dois filhos com respostas contrastantes ao convite do pai. Temos um não, transformado logo em sim; e um sim que na prática, tornou-se um não. Claro que o melhor seria respostas positivas, com atos coerentes a elas. Porém no cômputo final, o que conta mais são as atitudes, as práticas mais que as palavras; como agiu este ou aquele? Qual dos dois fez a vontade do pai? Somente o filho que foi trabalhar na vinha, realizou o desejado por seu pai. 
 
A aplicação é transparente. O filho ou o discípulo como autêntico candidato ao prêmio eterno, é aquele que vivifica a sua fé com operosa adesão à vontade de Deus; não quem só diz: “Senhor, Senhor” (Mt 7,20). 
A parábola é escandalosa: o primeiro filho aparentava bom, mas era hipocrisia. O segundo foi o melhor, pois seu coração obteve a conversão: limite entre bons e maus; santos e pecadores. 
Pavorosa conclusão: certos justos, “herdeiros natos” do Reino, poderão ser condenados a dar lugar aos pecadores, estremecendo de espanto. Assim aflora a falsa segurança dos “bons” de todos os tempos; pois a inversão de posição deriva do arrependimento e da fé em Jesus como resultado da necessária mudança de vida. 
 
No juízo final, corremos o risco de ver a chegada antecipada daqueles que antes tínhamos condenado; pois é mais fácil fazer exame de consciência nos outros do que em nós mesmo. 
 
 

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