DATA DE PUBLICAÇÃO: 20/10/2017
- Diminuir + Aumentar

Pastoral com novo assessor eclesiástico

O padre José Maria da Silva Ribeiro, pároco da Paróquia Santa Maria Mãe de Deus, no bairro do Maguari, em Ananindeua, foi nomeado no dia 16 de setembro passado pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, assessor eclesiástico arquidiocesano da Pastoral do Dízimo. Padre José Maria substitui o cônego Djalma Lopes da Costa, que atuou como assessor eclesiástico de 2008 a 2017, ano do seu falecimento.


A Equipe Arquidiocesana de Pastoral do Dízimo (EAPADI) foi formada em agosto de 1998, atendendo ao convite do então Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Vicente Zico, a partir das orientações contidas no Plano de Pastoral da Arquidiocese, tendo como orientador espiritual Monsenhor Marcelino Ferreira e como assessor eclesiástico Padre José Maria Ribeiro.


A EAPADI atua nas sete Regiões Episcopais e, quando solicitada, presta assessoria a diversas dioceses.
No âmbito da Arquidiocese de Belém, padre José Maria, sacerdote há 31 anos, atuou como presidente do Tribunal Eclesiástico do Regional, assessor eclesiástico da União dos Juristas Católico de Belém, presidente da Associação Nacional de Presbíteros do Brasil, presidente Regional da Comissão de Presbíteros do Regional Norte 2 e pároco em paróquias da Arquidiocese de Belém.


Nesta entrevista exclusiva, o novo assessor eclesiástico arquidiocesano da Pastoral do Dízimo destaca as principais linhas de atuação nessa nova missão.

 
 
JVN - Como o senhor acolhe a missão à frente da EAPADI?
Pe. JM - Eu vejo duas etapas nessa caminhada. A EAPADI está se preparando para celebração dos 20 anos no próximo ano. Então, eu considero uma coisa providencial de Deus. Fiquei dez anos à frente da equipe, assessorando, animando, através dos meios de comunicação. Me afastei durante dez anos e estou voltando agora a pedido do arcebispo, já fazendo uma experiência de uma caminhada mais amadurecida, são 20 anos de caminhada. Então, eu já vejo com muito bom gosto, muito bom grado, todo o trabalho desenvolvido pela equipe. Eles assumiram com tanta responsabilidade, se encarregam de andar nas regiões assessorando a formação das equipes, das paróquias, isso para mim é uma grande alegria e vejo isso como presente de Deus tendo que voltar agora a pedido do arcebispo, agora estou colhendo os frutos que semeei com a equipe lá atrás.
Para mim é o tempo da colheita, intensificando essa plantação cada vez mais, melhorando cada vez mais, respondendo aos novos desafios de hoje. É um novo tempo que vou ter que encarar, com muita serenidade, consciente dos desafios que são outros.  

JVN - O que deve ser trabalhado dentro da EAPADI?
Pe. JM - O trabalho de implantação já foi feito, hoje precisamos de revitalização.
As equipes que são responsáveis pelo dinamismo e organização do dízimo em cada paróquia precisam ser revitalizadas também para que tenham cada vez mais consciência e o ardor missionário para levar às pessoas a importância do dízimo como um sistema que educa para a fraternidade.

JVN- De que maneira pode ser feita a revitalização?
Pe. JM - A gente observa a necessidade de as pessoas que estão assumindo as equipes da Pastoral do Dízimo investirem mais na sua formação, em forma de conhecimento e de dinamismo. Essa conscientização passa necessariamente pelo estudo, pelo aprofundamento dos documentos sobre o que é o dízimo. Nós temos agora, recentemente lançado pela Conferência Nacional do Bispos do Brasil, o documento “O Dízimo na Comunidade de Fé: Orientações e Propostas”, Documento 106. É nesse documento que todas as equipes devem se apoiar para levar adiante o trabalho, com mais dinamismo, com mais ardor missionário, tornando o dízimo não simplesmente uma cobrança mensal, mas um forma bonita de ser Igreja hoje, despertando através do dízimo o sentido de pertença dos fiéis católicos daquela paróquia. Acho que esse é o grande desafio que nós temos que enfrentar. 
 
 

JVN - Como é feita a repartição do dízimo?
Pe. JM - Atualmente o sistema dízimo contempla quatro destinações. A primeira é a dimensão religiosa, que consiste na manutenção de tudo que se refere ao culto divino, à manutenção dos ministros ordenados, padres. A segunda é a dimensão missionária: refere-se ao cuidado com os agentes de evangelização que estão a serviço da paróquia. Parte do dízimo é destinada à formação desses agentes que estão a serviço da missão e, também, à formação de futuros padres, ajuda destinada às comunidades mais pobres que não têm como se manter. É a dimensão missionária, a Igreja se tornando irmã da outra.A terceira é a dimensão social, ou seja, a promoção humana. Parte desse dízimo deve ser destinada a projetos que objetivam a realização de cursos profissionalizantes, o atendimento emergencial das pessoas que chegam a cada paróquia pedindo, solicitando ajuda. Nessa área existem outras duas dimensões: a dimensão emergencial e a dimensão de promoção social.A quarta dimensão é a eclesial que consiste no sentido de pertença da paróquia à Igreja. Eu faço parte desta paróquia, então, devo me sentir parte integrante desta Igreja. Se eu me sinto membro efetivo desta comunidade, através do dízimo  eu estou colaborando para que esta paróquia se torne acolhedora, alegre, bonita, organizada.

JVN - Qual o seu desejo como assessor eclesiástico?
Pe. JM - Esse projeto, que é uma opção pastoral da Igreja no Brasil, a Pastoral do Dízimo, se torne cada vez mais um meio de conhecimento e de conscientização das pessoas, para que se tornem membros efetivos e afetivos de uma Igreja de comunhão e participação, uma Igreja de saída, que é o que o Papa Francisco pede. Que a Pastoral do Dízimo seja de fato um instrumento nas nossas paróquias, nas nossas comunidades, nas nossas regiões episcopais, de conscientização, para que tenhamos cada vez mais um dízimo de qualidade, no seu verdadeiro sentido da palavra.

 
Serviço
 
Os interessados em ser um agente da Pastoral do Dízimo devem procurar a sua paróquia ou a Secretaria Executiva da EAPADI no Centro de Pastoral da Arquidiocese, na Avenida Governador José Malcher, 915, Sala 07, 2º Andar, bairro de Nazaré. Informações: (91) 3212-9411. Atendimento de segunda a sexta, no horário comercial. 
 
 
 
 



Outras notícias
2010 fundacaonazare.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade