DATA DE PUBLICAÇÃO: 27/10/2017
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Servindo à verdade: Para a “sopa” não esfriar!

Olá, meu irmão e minha irmã. Se você acompanhou o ultimo “Servindo à Verdade”, deve estar lembrado de que o tema foi “inspiração”. Comentei sobre a inspiradora figura do beato Bartolo Longo (“apóstolo do Rosário”).
 
Fiquei contente pela boa repercussão e pela curiosidade despertada em muitos irmãos acerca da espiritualidade de Bartolo. Porém, na medida em que tive a oportunidade de conversar com várias pessoas, percebi que existe carência geral de uma catequese acerca do que seria a espiritualidade em si mesma e de práticas que a desenvolvam. Em outras palavras, muita gente (muita mesmo!) desconhece o que é e em que consiste ter e cultivar uma espiritualidade. Gostaria de oferecer exatamente isso: uma simples catequese abordando esse tema.
 
O monge beneditino Dom Estevão Bettencourt ensina que “espiritualidade é a atitude (compreendendo convicções e práticas) que o homem assume frente aos valores espirituais (Deus, alma humana, imortalidade póstuma...). Isto é, a espiritualidade consiste na “postura” ou no modo de nos portarmos diante das realidades espirituais e com elas nos relacionarmos. Em sentido clássico, a espiritualidade corresponde à mística. 
Todos (ordenados, religiosos, leigos) precisamos cultivar uma espiritualidade, visto que todos precisamos nos aproximar de Deus, dos santos. A prática da espiritualidade (ou de uma espiritualidade) nos ajuda a estabelecer uma espécie de amizade com os santos e anjos. Porém, o mundo contemporâneo, que é materialista, ativista e hedonista (prazer a todo custo, desenfreado) vê a espiritualidade como coisa ultrapassada, de gente desocupada, é considerada perda de tempo.
 
Mas é interessante notar que os Apóstolos sentiram a necessidade de que Jesus os direcionasse na prática espiritual. Nosso Senhor respondeu ensinando-lhes a rezar o “Pai-Nosso” (cf. Lc 11, 1-14)
 
 
Você já ouviu a expressão “mosca não senta em sopa quente”? Pois é! A “sopa” é a alma; a “mosca” representa satanás. Necessitamos manter a alma aquecida para que o mal, o pecado, não faça morada. A espiritualidade nos ajuda a manter a alma aquecida, pois nos aproxima de Deus.
 
É preciso dizer, no entanto, que o cultivo de uma espiritualidade não nos torna impecáveis, todavia, faz com que nos tornemos inconformados com nossos pecados. Se caímos, desejamos nos levantar, se nos sujamos queremos nos limpar.
 
Como citei acima, alastram-se o materialismo, o ativismo, o hedonismo, de modo a dificultar o cultivo da espiritualidade. Mas o Espirito Santo não nos abandona e faz nascer no seio da Igreja os “Grupos de Oração”, os vários grupos conhecidos como “Terço dos Homens”, as “Escolas de Meditação”. Também podemos notar a fecunda presença do Paráclito na Igreja quando notamos que ela é rica em espiritualidades e carismas. Só para lembrar alguns exemplos: Temos a espiritualidade beneditina expressa no binômio “oração e trabalho”, temos a espiritualidade franciscana que enfatiza a pobreza e a fraternidade, temos a espiritualidade do Focolare, manifestada no carisma da Unidade, e muitas outras formas de espiritualidade.
 
Mas vamos supor que você diga: “Está tudo muito bem, mas eu não sou religioso, não participo de nenhum Movimento e de nenhuma Nova Comunidade, sou um simples leigo. Como posso desenvolver praticas que me ajudem no cultivo de minha espiritualidade?”.  Eu respondo a você que estamos na mesma condição. Também eu sou leigo, também eu (embora tenha trânsito entre religiosos, Novas Comunidades e Movimentos), não integro, não sou membro de nenhuma dessas realidades. Também eu necessito cultivar práticas que mantenham minha “sopa” aquecida, ou seja, que não deixe minha alma esfriar, por isso cultivo práticas que mantenham minha espiritualidade viva. E gostaria de dividir com você essa experiência. 
 
Entretanto, antes, uma observação: seria importante que se buscasse um diretor espiritual. Geralmente o diretor espiritual é um sacerdote, mas pode ser um religioso, um diácono ou mesmo um leigo que seja experiente na vida espiritual. O importante é que seja alguém em quem você possa confiar e que o ajude na caminhada de oração, de intimidade com Deus, no empenho por uma vida virtuosa. O diretor espiritual ideal deveria ser sábio, santo e inteligente. 
 
Agora... o espaço acabou! Dividirei com você meu simples esforço em nosso próximo encontro.
Sigamos em frente buscando pensar com a Igreja no serviço da Verdade. Fique com Nossa Senhora e São José.
 
 
 



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