DATA DE PUBLICAÇÃO: 03/11/2017
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Vida Religiosa Consagrada: O sangue das missionárias dará frutos

 
 
7 de dezembro de 2014. Três religiosas missionárias Xaverianas foram brutalmente assassinadas com golpes de facas e pedras. Irmã Lúcia Pulici, 75, irmã Olga Raschietti, 83, irmã Bernadetta Boggian, 79. Único crime: dedicação total ao Reino de Deus. Assim coroamos o martírio destas três religiosas nascidas do coração de Giacomo Spagnolo e Celestina Bottego que, em 1944, ao sentirem os apelos do fundador dos Missionários Xaverianos, São Guido Conforti (1865-1931), canonizado pelo papa Bento XVI em 2011, fundaram as missionárias Xaverianas. São Guido sentiu o desejo de iniciar uma congregação feminina, mas não teve tempo, morreu antes. Contudo, seu discípulo Giacomo Spagnolo não deixou morrer aquele desejo fundacional. Ao encontrar a jovem professora Celestina começou a reacender a chama fundacional e, juntos, assumiram aquele TUDO por Cristo e a missão.
 
As missionárias nasceram para continuar os passos de Jesus Cristo, o missionário do Pai, na vida fraterna e na missão aonde forem enviadas. As irmãs Xaverianas percorrem as estradas do mundo. Não existe para elas fronteiras, limites ou final de uma ponte. Para elas, à luz da genialidade da fundadora, Celestina Bottego, o limite é sempre o que está mais além do horizonte. Trata-se de um Instituto missionário que exige de suas seguidoras a capacidade de adaptação, a liberdade para ir aonde forem chamadas, a deixar realmente tudo e todos pelo Reino absoluto de Deus: TUDO.
 
As primeiras Xaverianas chegaram ao sul do Brasil e ao Japão. Depois foram ao Zaire (República do Congo), Burundi, Amazônia, México, Colômbia, Serra Leoa, Camarões, Chade, Tailândia. Como Maria elas cruzam as fronteiras para chegar à casa de Isabel e nas periferias existências humanas para anunciar a paz de Jesus. São Arcas da Aliança neste mundo de muros, de divisões, de guerras aos pedaços. A missionária Xaveriana é uma mulher escolhida do meio do povo de forma exclusiva por Deus e enviada por Ele para o povo como testemunha de uma mensagem que liberta. Ela mesma é a mensagem!
 
Em pequenas e significativas comunidades inseridas no meio do povo, as missionárias dão testemunho de que o amor é possível, de que a paz é possível, de que é possível viver a Boa Nova do Reino em meio a credos, línguas e raças, rompendo preconceitos e muros, para acolher os migrantes, os aflitos e os preferidos de Deus.
 
O sangue destas mártires continuará dando frutos em abundância. O TUDO, que no início Giacomo enviou à fundadora, continua hoje na vida  de cada missionária na resposta vocacional vocacional. Bendito seja Deus!
 
 
 



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