DATA DE PUBLICAÇÃO: 31/10/2018
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Círio 2018 ocorreu dentro da normalidade

Foto: Luiz Estumano
 
Na última segunda-feira, dia 29 de outubro, durante coletiva de imprensa, no auditório da Cúria Metropolitana de Belém, no bairro de Nazaré, fez-se o balanço final do Círio 2018. Estavam presentes o Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, o diretor coordenador do Círio 2018, Cláudio Acatauassú Nunes, o Diretor Secretário da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN), Flávio Américo, e o Supervisor técnico do Dieese/PA, Roberto Sena.
 
Na ocasião, Dom Alberto agradeceu os esforços para a realização do Círio 2018, desde a diretoria do Círio 2018, os veículos de comunicação pela cobertura jornalística dos eventos e, ainda, pontuou os motivos da escolha do tema do Círio 2019 “Maria, Mãe da Igreja”, anunciado pela Arquidiocese de Belém e Diretoria da Festa de Nazaré, em evento na Casa de Plácido, na noite do espetáculo de fogos, dia 28.
 
O tema “Maria, Mãe da Igreja” se deve aos 300 anos de criação da diocese de Belém, a ser celebrado no próximo ano, em 4 de março. Atualmente, a Arquidiocese de Belém vive o Ano Jubilar. Dom Alberto, disse: “A diocese de Belém foi criada no dia 4 de março de 1719. É uma das primeiras do Brasil, a quinta diocese criada e, depois, como Arquidiocese, foi a terceira criada no Brasil. Estamos para completar, no dia 4 de março do próximo ano, 300 anos de criação da Diocese. Desejamos que esse Ano Jubilar seja marcado pelo aprofundamento de nossa vida de Igreja, conhecendo e testemunhando o nosso chamado a viver como cristãos e como Igreja de Belém”.
 
E completou: “No ano de 2019 será realizado em Roma o Sínodo especial sobre a Amazônia. Todos os Bispos da Amazônia deverão participar, uma vez que fazemos parte dessa grande porção do povo de Deus que é a Amazônia. Pensar que até 1980 dioceses na Amazônia nós tínhamos apenas  Belém e Manaus, naquela época já arquidioceses. Todas as outras eram Igrejas em implantação. A  partir de 1980 foram transformadas em sua maior parte pela diocese. Sabendo que até a virada do século toda a Amazônia era diocese de Belém, portanto tudo que é vida de Igreja na Amazônia tem ligação com a nossa Arquidiocese”.
 
Dom Alberto, destacou ainda a peculiaridade do tema, conduzido pelas mãos de Nossa Senhora de Nazaré, povo de devoção mariana: “Em 1919, portanto uma comemoração o centenário da pedra fundamental da Basílica de Nazaré. Em 1700, o encontro da imagem de Nazaré aconteceu. Então, nós temos uma série de eventos que vão propiciar para nós a memória histórica, a comemoração e a valorização de tudo aquilo que nós realizamos como Igreja, assim o anúncio do tema ‘Maria, Mãe da Igreja’ tem o seu sentido muito peculiar para todos nós”. 
 
Círio é o ano inteiro
 
Segundo o coordenador diretor do Círio 2018, Cláudio Acatauassú, o Círio ocorreu dentro do planejado, respeitando o tempo das 12 romarias oficiais. Aproveitou a oportunidade para agradecer sua escolha, em 2017, como coordenador diretor, missão que segue até 2019, término do biênio: “É momento de agradecermos, rendermos graças aos céus pelas bênçãos. Em primeiro lugar, pela nossa vocação mariana, a imagem encontrada aqui na nossa terra. Em segundo lugar, pelo povo tão devoto de Nossa Senhora de Nazaré. Isso só nós traz muita alegria ao coração. O Círio não se fecha na quadra nazarena, o Círio é o ano inteiro, nós temos que ter a mente voltada para a chama acesa o tempo todo, o Círio reacende a chama de amor dentro do nosso coração”.
 
Este ano, a pedido dos fiéis, a missa que antecede a procissão do Círio ocorreu meia hora depois, ou seja, às 5h30. O pedido foi aceito pela diretoria do Círio, pois muitos fiéis não conseguiam chegar a tempo à missa. Segundo o diretor secretário da Diretoria da Festa de Nazaré, Flávio Américo, a missa contou com a participação expressiva dos fiéis e, as romarias e o projeto de evangelização foram satisfatórios:  “houve uma participação maior dos fiéis nessa missa que antecede o Círio. A procissão chegou por volta do meio-dia à Praça Santuário, com cinco horas de duração. Numa análise geral, não só as romarias, mas todo o projeto de evangelização que há com o Círio, a diretoria está muito satisfeita com o resultado”.
 
As 12 romarias levaram cerca de 36 horas e aproximadamente 131 quilômetros de procissão por terra e por água. A maior das romarias em quilômetros percorridos é o Traslado, ocorrida no dia 12, que percorreu aproximadamente 48 quilômetros em 10 horas de procissão. A mais curta é a Procissão do Recírio, realizada na manhã do dia 29, que percorreu 700 metros em uma hora. O representante do Dieese, Roberto Sena, destacou que houve um crescimento no número de turistas na cidade, correspondente a 80 mil turistas, um crescimento com mais de 3% em relação ao ano passado. 
 
 



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