DATA DE PUBLICAÇÃO: 31/10/2018
- Diminuir + Aumentar

Religiosas do Pará celebram beatificação

Foto: Divulgação
 
As religiosas do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (IASCJ) celebram neste domingo, dia 3, a beatificação de Madre Clélia Merloni, na Basílica São João de Latrão, na Itália. Em Benevides, a comunidade das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, pertencente à Província Brasileira do Sagrado Coração de Jesus, com sede em São Paulo, realiza novena em preparação à beatificação da Madre fundadora do Instituto, criado em 1894 em Viareggio, Itália e que desde 1900 se encontra no Brasil.
 
A causa da beatificação de Madre Clélia Merloni foi aberta em 1988, após longo período de investigação da congregação para as Causas dos Santos, uma prefeitura da Cúria Romana que processa o complexo trâmite que leva à canonização dos santos, e também, pela junta médica de especialistas, bispos e cardeais.
 
O Papa Francisco assinou em 27 de janeiro de 2018 a aprovação do milagre de Madre Clélia Merloni, alcançado
pelo médico doutor Pedro Ângelo de Oliveira Filho, por intercessão de Madre Clélia, ocorrido no Brasil, na cidade de Ribeirão Preto (SP).
 
Em Benevides, a Comunidade das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, localizada na Rua Miranda Mateus, 304, no bairro de Duque de Caxias, promove, de 25 de outubro a 2 de novembro, às 19h, novena em preparação à beatificação de Madre Clélia Merloni. O momento celebrativo reúne as irmãs e os integrantes do grupo Grande Família do Sagrado Coração de Jesus, família de leigos que vivem a espiritualidade, com cerca de 28 famílias. O tema a cada dia da novena é uma das virtudes da Beata. Desde quarta-feira, 31, a programação ocorre na matriz
da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, localizada na Avenida Nações Unidas, com o Tríduo durante a missa, às 19h, que segue até sexta-feira, dia 2 de novembro. No dia 3, dia da beatificação, ocorre Missa em Ação de Graças às 19h na Matriz.
 
As Apóstolas, como são chamadas as religiosas do Instituto, por meio de sua ação evangelizadora, dão continuidade ao sonho de Madre Clélia: elas são chamadas a ser no mundo e para o mundo a presença do coração terno e misericordioso de Jesus, que ama, acolhe e se põe a serviço do irmão que sofre. Em Benevides, na comunidade, são quatro religiosas, dentre elas a Madre Superiora, Nadir Lopes. Segundo ela, a beatificação é um momento importante para a congregação: “É um momento esperado pelas irmãs há muito tempo! A Igreja declarando esse momento à beata Clélia Merloni, para nós é uma alegria. Somos privilegiadas por estar vivenciando este momento importante para nossa congregação”.
 
A congregação está estruturada em quatro províncias: duas no Brasil, uma na Itália e outra nos Estados Unidos.
No Brasil, existe a Província de São Paulo, e a do Paraná. A de São Paulo responde pelas comunidades de Benevides e Castanhal, no Pará, e, também, pelas comunidades da África, Moçambique, Filipinas e Haiti. A do Paraná, entre outras, pelas comunidades no Chile e do Paraguai. Atualmente, a congregação está presente em 15 países, com atuação nas áreas da educação, saúde, missões e promoção humana e espiritual. No mundo, as apóstolas somam duas mil. No Brasil, são cerca de 500.
 
TRAJETÓRIA
 
Clélia Merloni nasceu em Forli, na Itália, em 10 de março de 1861. Respondeu com generosidade ao chamado de Deus, escolhendo consagrarse totalmente a Ele na Vida Consagrada. Em 30 de maio de 1894, fundou o Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus. Morreu em Roma em 21 de novembro de 1930. Seu corpo, ao ser exumado em 1945, foi encontrado incorrupto, assim continua até agora. Repousa na Capela da Casa Geral das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, em Roma, na Itália.
 
O MILAGRE
 
O milagre do processo de beatificação, acontecido graças à intercessão de Madre Clélia, beneficiou um brasileiro, de Ribeirão Preto, e teve início em 14 de março de 1951.
 
A história do milagre começa quando o médico, doutor Pedro Ângelo de Oliveira Filho, foi repentinamente atingido por uma paralisia dos quatro membros e hospitalizado, com urgência, no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto. O diagnóstico foi de paralisia ascendente progressiva, chamada síndrome de
Landry ou Guillain-Barré. Em poucos dias, a paralisia piorou para insuficiência respiratória aguda, atingindo a
glote, causando-lhe grande dificuldade em engolir. O prognóstico era ruim, dada a gravidade da doença. Os
remédios da época eram insuficientes para a cura. Tanto que os médicos suspenderam os tratamentos e, em
20 de março, informaram à família que seria a última noite do paciente.
 
Dada a situação, Angelina Oliva, esposa, procuou a Irmã Adelina Alves Barbosa para pedir orações. A religiosa
deu-lhe a Oração à Santíssima Trindade para obter graças por intercessão de Madre Clélia, com uma foto
contendo um pedaço do tecido do véu que a Madre usava. Irmã Adelina, juntamente com Angelina, seus filhos
e outros parentes começaram a rezar. Irmã Adelina aproximou-se do paciente e deu-lhe água, onde colocou
um fragmento da pequena relíquia.
 
O paciente estava muito doente, mas conseguiu engolir e, depois de alguns minutos, perceberam que ele
não perdia mais saliva. Irmã Adelina tentou dar-lhe uma colher de água e ele bebeu, depois colocou dois dedos
de água num copo e fez com que ele bebesse. Por último, colocou leite no copo e ele bebeu sem problemas. Todos ficaram maravilhados com a rápida melhora, tanto que a religiosa foi à cozinha para preparar um creme e
Pedro Ângelo engoliu com facilidade. O médico chegou de manhã e, ao ver o paciente curado, exclamou que era
um milagre. Dentro de 20 dias Pedro Ângelo caminhava normalmente, até receber alta do hospital porquea cura foi completa, permanente e sem sinais dos sintomas. Pedro Ângelo morreu em 1976 depois de parada cardíaca, portanto, por causa completamente diferente de sua doença anterior e após vinte e cinco anos da
sua recuperação milagrosa.
 
ATUAÇÃO NO PARÁ
 
No Estado do Pará, a primeira comunidade do Institutodas Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (IASCJ) foi
instalada em Bragança. Em seguida, em Castanhal, Belém e Benevides em 1997. Hoje, só existem a comunidade de Castanhal com obra - Colégio Comunidade das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus - e
a de Benevides, que atua na Creche Escola Sagrado Coração de Jesus, voltada à educação gratuita de 400 crianças. As religiosas atuam em pastorais e movimentos na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Benevides.



Outras notícias
2010 fundacaonazare.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade