DATA DE PUBLICAÇÃO: 20/12/2018
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Bragança comemora São Benedito com a tradicional marujada

Foto: Divulgação.
 
Em Bragança, no nordeste do Pará, as homenagens a São Benedito iniciaram no dia 18, com missa de abertura da festividade e a primeira novena em honra ao padroeiro do município. A festividade em sua 220° edição é promovida pela Paróquia Nossa Senhora do Rosário, juntamente com a Irmandade da Marujada de São Benedito, com o tema “A exemplo de São Benedito sejamos verdadeiros cristãos”. A programação religiosa e cultural estende-se até quarta-feira, 26, Dia da Festa Litúrgica de São Benedito. 
   
Segundo a coordenadora da festividade, irmã Kelly da Silva Osório, da congregação missionária de Santa Terezinha, os meses que antecederam a festividade foram de espiritualidades através das peregrinações com a imagem do santo, momento de ladainhas e orações nos lares bragantinos. “Para nós bragantinos esse ano a festividade tem uma marca muito especial em nossos corações de devotos, pois são 220 anos, que como devotos de São Benedito procuramos seguir o seu exemplo de santidade de amor a Deus e ao próximo. Ao celebrarmos os 220 anos queremos pela intercessão de São Benedito pedir que Deus que nós abençoe, abençoe todos os devotos, devotas, cada marujo e maruja, todos os bragantinos e os que se fizeram bragantinos, que neste ano seja uma festividade de muita luz e paz e que a exemplo de São Benedito sejamos verdadeiros cristãos”.   
 
No dia 26, na festa litúrgica de São Benedito, missa solene, presidida por Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces, bispo diocesano de Bragança, no Largo de São Benedito.
 
Para homenagear São Benedito os marujos e marujas se vestem com traje nas cores vermelho e branco. Às 15h30, louvação a São Benedito, na Igreja de São Benedito. Às 16h, procissão com a imagem do glorioso São Benedito pelas ruas do município, num percurso de 3,5 Km, reunindo aproximadamente 100 mil pessoas. No final, celebração eucarística; dentro da programação deste dia também, apresentação no teatro da marujada.  O encerramento é marcado mais uma vez pela apresentação da marujada, desta vez no entorno da Igreja de São Benedito.
 
A devoção
 
Em 1798, foi fundada a Irmandade da Marujada por iniciativa de 14 escravos africanos, da então Vila de Bragança, que pediram aos seus senhores -patrões na época- a autorização para organizarem a Irmandade do Glorioso São Benedito. Os negros em sinal de reconhecimento e agradecimento foram dançar de casa em casa dos seus benfeitores. A data é lembrada com  atividades culturais e religiosas.
 
A Irmandade da Marujada de São Benedito de Bragança apresenta uma hierarquia evidente nos espaços dos homens e das mulheres, sendo a figura feminina da marujada a mais importante em todos os eventos da Festividade do Glorioso São Benedito. A principal autoridade da marujada a Capitoa -cargo vitalício- que disciplina e comanda as demais marujas.
 
Tradição
 
A marujada é uma dança que compreende aspectos da religiosidade popular ao som de vários ritmos, sendo o principal o retumbão. Marujos e marujas dançam em homenagens ao Glorioso São Benedito. As danças são comandadas pelas mulheres; os homens, responsáveis pela música, tocam instrumentos típicos, como a rabeca e o banjo.
 
A beleza das roupas chama atenção pelas cores e tradição das peças, sendo dois figurinos distintos, cada um  usado em momentos específicos da festividade. A vestimenta da marujada é a branca e azul e a branca e vermelha. A primeira, branca e azul é usada durante todos os dias de festividade exceto no dia da solenidade do santo preto, dia 26. A segunda, branca e vermelha, no dia 1° de janeiro.
 
No Dia da Solenidade de São Benedito, 26, a vestimenta tem um colorido especial. As mulheres usam blusas brancas franzidas com pala e rendada, saia vermelha, anágua branca, flor vermelha do lado esquerdo do peito, fita vermelha da direita para a esquerda. Na cabeça um chapéu dourado com flores brancas feitas de penas de pato cheio de fitas coloridas. Os homens vestem calça branca, cinto preto, camisa branca, chapéu de palha, vestido de pano branco com aba virada e fixada do lado direito com uma flor artificial vermelha e um espelho. No braço esquerdo, amarram uma fita vermelha com um laço. As roupas seguem um padrão, e em todas as indumentárias os pés ficam descalços.



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