DATA DE PUBLICAÇÃO: 16/05/2019
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Seminário arquidiocesano completa 53 anos formando vocações

Foto: Divulgação.
 

Neste domingo, 19, a Arquidiocese de Belém, que vive jubilosamente seus 300 anos de fundação, celebra a criação do Seminário São Pio X que completa 53 anos formando sacerdotes para a Igreja na Amazônia. As comemorações do aniversário acontecem internamente. Na segunda-feira, 20, as orações da casa serão feitas em caráter solene e, no final do dia, Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano, preside Santa Missa e, após a liturgia, jantar festivo.


O Seminário Maior da Arquidiocese de Belém é a casa de 35 seminaristas que estão nas etapas acadêmicas da Filosofia e Teologia. A casa de formação é um dos prédios do complexo que compreende ainda o Seminário Propedêutico Dom Tadeu Prost, com 10 seminaristas e a Faculdade Católica de Belém onde estudam 280 acadêmicos, dentre eles leigos e seminaristas.


O prédio que fica ao lado do Seminário surgiu com uma reforma em 1999, idealizada por Dom Vicente Zico e Dom Carlos Verzeletti, arcebispo e bispo auxiliar de Belém, respectivamente, que também instalaram dentro do grande complexo o Centro de Cultura e Formação Cristã da Arquidiocese de Belém e, mais recentemente, já com Dom Alberto a Matriz da Paróquia São Pio X.


Cônego Vladian Alves, reitor do Seminário, teve toda sua formação no São Pio X e conta toda relação afetiva que possui com o local e dos anos que lá passou: “Meu sentimento é de gratidão e orgulho por ter sido formado nesse seminário e hoje ser o reitor, reconhecendo todos os formadores que aqui passaram, bispos, os que passaram como seminaristas e hoje estão em outros âmbitos da sociedade, a todos a nossa gratidão e reconhecimento”.


O reitor pontua a importância do apoio de todos no decorrer desta história: “O Seminário é expressão da preocupação de nossos bispos em oferecer um autêntico e propício ambiente para a formação dos Seminaristas, isso tudo é confirmado também na presença de muitas pessoas que se fazem ou se fizeram presentes na construção e manutenção desta nossa casa, nosso sincero agradecimento pelo apoio e incentivo”.


Com certeza, um dos momentos marcantes nestes 53 anos foi a visita e hospedagem do Papa João Paulo II, em julho de 1980. Após visitar uma colônia de hansenianos na cidade de Marituba, região metropolitana, o Santo Padre almoçou e repousou no Seminário São Pio X que até hoje mantém esta lembrança viva através de placas, fotos, recortes de jornais e o quarto onde repousou este santo. Este quarto hoje é capela que recebe diversos atos litúrgicos.


Cônego Vladian recorda de todas as pessoas que ajudaram e ajudam até hoje o Seminário, de forma especial os reitores, entre eles, na ordem cronológica: Monsenhor Aderson Neder, Cônego José Maria Albuquerque, Padre Guilherme Keel, Padre Stélio Girão, Cônego Jaime Pereira (que foi reitor e hoje é diretor espiritual dos seminaristas), Monsenhor Marcelino Ferreira, Mons. Raimundo Gabriel, Padre Lucivaldo Silva e o Cônego Sebastião Fialho: “Agradecemos a todos que ajudaram e ajudam e pedimos a Deus perseverança aos seminaristas, que envie inúmeras e santas vocações e que dê sabedoria e luz aos formadores, por intercessão de Santa Maria de Belém”.

Trajetória

Após a criação da sede episcopal do Pará em 1719, o padre jesuíta Gabriel Malagrida fundou o Seminário Nossa Senhora das Missões em 1745. O tempo passou e o prédio da era colonial que abrigava o Seminário desgastou-se e precisou ser fechado para reformas. Entre relocações, adaptações e transformações, a casa formativa recebeu de Dom Antônio Macedo Costa, o nome de Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição.


Em 1953, quando a Arquidiocese sediava a sexta edição do Congresso Eucarístico Nacional, Dom Mário de Miranda Villas Boas, então Arcebispo Metropolitano, aproveitando o grande evento, dá início à campanha de aquisição de um terreno para a construção de um novo Seminário, sob a proteção de São Pio X, grande difusor do culto Eucarístico e Pontífice que elevou a Diocese de Santa Maria de Belém do Grão Pará à Arquidiocese, em 1906.


A campanha iniciada por Dom Mário teve continuidade com seu sucessor Dom Alberto Gaudêncio Ramos que, junto de seu auxiliar, Dom Tadeu Henrique Prost, OFM. No ano de 1958, a Prefeitura de Belém fez a doação de um terreno à margem da BR-316 e após longos anos de construção, no dia 19 de maio de 1966, aproveitando a visita de Dom Sebastião Baggio, Núncio Apostólico do Brasil, foi inaugurado o Seminário São Pio X com uma solene celebração eucarística muito participada por autoridades e fiéis de todo o estado que queriam presenciar o ato histórico.


José Pereira Ramos, irmão de Dom Alberto Ramos, encontrava-se naquela celebração. Ele conta que, “a grande ansiedade de todos os fiéis da Arquidiocese era por aquele acontecimento: a inauguração do Seminário, visto como farol de esperança para o futuro da Igreja”. Naquela bonita celebração, marcada pela presença de inúmeros religiosos e leigos engajados na Obra das Vocações Sacerdotais, nascia o Seminário São Pio X.


José Ramos não desassocia o surgimento do Seminário com o crescimento da Igreja de Belém, pois, para ele, “não só cresceram o número de vocacionados, mas também houve um salto na qualidade formativa dos sacerdotes formados pelo São Pio X”.

 



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