DATA DE PUBLICAÇÃO: 21/06/2019
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Colunista Ivens Brandão

       O precursor de Jesus Cristo

Quando a nossa cidade ainda não conhecia o asfalto, suas principais avenidas e ruas eram pavimentadas com paralelepípedos de granito, e os logradouros afastados do centro tinham a superfície regularizada com piçarra compactada. Assim, nas noites da segunda quinzena de junho, especialmente nos dias 23 e 24, as ruas do subúrbio eram festivamente iluminadas com as fogueiras armadas pelas famílias ali residentes, enquanto fogos de artifício eram lançados ao ar, tudo a festejar São João Batista, o precursor do Messias.

Os santos, em geral, são homenageados pela Igreja no dia do falecimento, considerando que a santidade construída em vida se plenifica com a morte. São João Batista, no entanto, é festejado no dia do seu nascimento, porque foi santificado no ventre de sua mãe, Isabel, esposa de Zacarias. Diante da saudação, de Maria, que trazia Jesus em seu ventre, ”... a criança se agitou em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (cf. Lc 1, 41). O exegeta René Laurentin, assim conclui em ‘João Batista, o precursor do Messias’, p. 19 – Paulinas – 2002: “Não apenas Isabel se sente invadida de alegria, mas também o filho estremece de alegria em seu ventre”.
 
João Batista, o último dos profetas, desenvolveu sua missão a partir de uma vida de prece solitária, no deserto, levando-o a reconhecer e anunciar o Messias: “... João viu Jesus que se aproximava dele. E disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (cf. Jo 1, 29). Assim como anunciou a Salvação, João Batista denunciava o pecado, não temendo os poderosos do seu tempo. “João dizia a Herodes: ‘Não é permitido você se casar com a mulher do seu irmão” (Mc 6, 18).

Que o exemplo de São João Batista nos ilumine com o fogo do Espírito, para encorajar-nos a anunciar a Boa Nova e denunciar os contravalores deste mudo.
 

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