DATA DE PUBLICAÇÃO: 23/04/2020
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Jacinta: Uma intercessora contra as pandemias

Foto: Divulgação.
 

Com informações daAgência Gaudium Press - Na tarde do dia 20 de fevereiro de 1920 no hospital Dona Estefânia de Lisboa em Portugal, agonizava uma menina de nove anos, vítima infectada da pandemia que por aqueles anos assolou a Europa e outras partes do mundo.

Morria sozinha, longe de sua família, com o peito horrivelmente aberto por causa de uma absurda operação cruelíssima que não lhe serviu para nada. Era dez da noite e sem ter podido receber a comunhão, porque o padre que lhe aplicou a extrema unção havia prometido para o dia seguinte, Nossa Senhora veio buscá-la como anunciou várias vezes durante a enfermidade.

NOSSA SENHORA CONTINUOU FALANDO

Jacinta era a menor dos três pastorinhos que entre maio e outubro de 1917 haviam visto seis vezes Nossa Senhora em Fátima. Mas também durante os dias em que esteve doente, Nossa Mãe do Céu -que Jacinta chamava Madrinha- voltou a visitá-la e lhe fez muitas revelações das quais a jovem tomou algumas notas:

“Virão modas que ofenderão muito a Nosso Senhor”. “As pessoas que servem a Deus não devem seguir a moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo”. “Os pecados do mundo são muito grandes”. “Os médicos não têm luz para curar seus enfermos porque já não têm amor de Deus”. “Para ser religiosa é preciso ser muito pura de alma e de corpo”, “Madrinha, peça muito pelos sacerdotes!”, disse a menina entre outras coisas. (1)

O caminho de sua doença havia sido extremamente doloroso pois aquela terrível gripe pandêmica arrasou os seus brônquios e pulmões. Mas a menina se ofereceu como vítima pelos pecadores e para reparar as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria, Santa Jacinta ficou extremamente impressionada com a visão do Inferno e a tristeza da Virgem quando lhes manifestou que Deus estava muito ofendido pela imoralidade do mundo. Em 1917!

 CEM ANOS DEPOIS, OUTRA PESTE

Não parece simples coincidência que cem anos depois da morte desta pastorinha santa, nos tenha chegado outra peste mundial do oriente como aquela de 1918 que levou para a eternidade por volta de 20 milhões de almas no curso de dois anos. Estaremos no começo de algo que terminará no triunfo do Imaculado Coração de Maria? Uma humilde menina pastorinha, inocente camponesa das montanhas de Portugal provavelmente deteve a mão justiceira de Deus capaz de deixar a humanidade reduzida apenas a uns poucos milhares e com sequelas irreversíveis, que a escassa Fé dos médicos já daqueles anos não poderiam curar.

Recentemente canonizada, é muito provável que esteja atendendo as almas que com toda Fé não deixaram de rezar diariamente, os sacerdotes que têm oferecido missas e bênçãos com o Santíssimo para pedir a Deus um prazo maior à sua rigorosa justiça reparadora. De joelhos diante da imensa majestade Divina uma frágil criatura de Deus, já gloriosa e muito mais bela e inocente do que o foi aqui na terra, apresenta a Nosso Senhor e Criador, a Nosso Redentor e Salvador, ao Divino Espírito Santo, pelas mãos e intercessão de Maria Santíssima que se manifestou em Fátima, orações e súplicas dos que entendem que somente a Misericórdia Divina é a que detém estas calamidades, ainda que o opulento prefeito de Nova York o queira negar com prepotente arrogância.

SANTA JACINTA, ROGAI POR NÓS

Santa Jacinta, pastorinha de Fátima, rogai por nós! Se um diminuto ser como o vírus é capaz de causar tanto dano ao mundo, uma pequena e frágil pastorinha nos poderá trazer de Deus sua bênção indulgente e cheia de misericórdia, que pode reter por mais um tempo a zelosa intervenção angélica severíssima daquele misterioso anjo, que com a espada de fogo na mão clamava: Penitência! Penitência! Penitência! (2). 

(1) “¡Por fin mi Inmaculado Corazón triunfará!”, Caballeros de la Virgen, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP., Bogotá, Caballeros de la Virgen, p.139 e ss., Bogotá, 2017. (2)

Terceira parte do segredo de Fátima revelada no dia 13 de maio de 2000.

 




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